terça-feira, 19 de agosto de 2008

"Jornais Centenários (1908 - 2008)"

Sobre jornais centenários, não perder artigo de António Baptista, no Ourém e o seu Concelho de 15 de Agosto de 2008 - "Jornais Centenários (1908 - 2008)".

"Universidade sénior"

Este episódio é verdadeiramente (diriam os bem-falantes) paradigmático.
Então D. Catarino 1º não esteve no arranque da iniciativa?, não participou numa reunião?, então, depois, M. Catarino 2º não esteve em todas as mais de 10 reuniões que se realizaram e nas decisões que foram tomadas?
Que comunicado da Câmara Municipal (!) é aquele que, em tom indignado, vem afirmar que "não pode pactuar e ver-se indevidamente envolvida em iniciativas individuais que não decorram de uma decisão colectiva"?
Dividindo palavras, frases e orações:
"pactuar" - ver significado dicionário noutro post
"indevidamente envolvida" - indevidamente? tendo estado envolvidos o presidente da Câmara e o funcionário mais qualificado do departamento respectivo?
"iniciativas individuais" - mas que outra coisa tem feito a Câmara, neste consulado, que não seja pactuar e envolver-se em iniciativas individuais, de dentro para fora e de fora para dentro?
"decisão colectiva" - que "corpo estranho" é este na terminologia destes senhores?, estarão a "passar-se"?...
Por detrás deste insólito comunicado não estarão pactos e envolvimentos indevidos com outras iniciativas individuais, na ausência de qualquer decisão colectiva?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pactuar?

Fui ver ao dicionário:

Pactuar, v.f. e i. Fazer pacto. Transigir.
Pacto, s.m. Ajuste, convenção. Acordo.

Noutro post, direi porquê!

Confissão e penitência

Eu sei. Eu sei. E começo por saber que, na nossa terminologia, esta coisa de confissão e penitência não tem lugar. Nós somos mais para auto-crítica (ah! são tão necessários uns exercícios diários) e correcção de erros. No entanto, persisto nesta expressão, decerto por influência das vizinhanças, talvez por insuficiente auto-crítica...
Eu sei. Eu sei que a luta de cada um de nós, por mais internacionalista que seja, deve ter por base, sempre, o local. O local onde. Onde vivemos, onde trabalhamos. E conheço, todos conhecemos, casos de quem, por não se sentir capaz de ver resultados para a luta onde a sua luta se localizava, procurou (e procura) esses resultados que não se vêem fora, e de fora para dentro, e aparentemente de cima para baixo.
Reflicto sobre isto, em jeito de confissão, porque em determinado momento, comecei a sentir-me cansado desta luta por aqui, por onde vivo, onde tenho as raízes (e noutro lado as poderia ter replantado, e aí seria o meu local de luta mas nunca o quis…).
Melhor dizendo: farto, sem paciência. Confesso. Tudo isto é tão rasteiro, tão feito de truques e tricas, que cansei. Com gente tão mazinha (alguma mesmo má) – democraticamente eleita! – a segurar as rédeas do mando e a tudo - mas tudo! - querer controlar, e uma quantidade de outra gente tratando da sua vidinha, ou manipulável, ou amorfa, ou preconceituosa até ao desespero, que alguma coisa se quebrou, cá por dentro, que tive de fazer uma pausa. Mesmo que só para efeitos internos, de saúde mental.
Mas não pode ser!
É aqui! Aqui onde nem sequer nasci, mas onde nasceu meu pai (nesta casa) e onde sempre aportei e onde me fixei.
Claro que nunca deixei de ir às reuniões da concelhia da distrital do meu partido, que participo na Assembleia Municipal onde estou eleito, que não falto aos compromissos associativos com que me comprometi (e bem difíceis e dificultados têm sido), que acompanho o que se passa… mas estava a fazê-lo sem gosto, quase como frete. E a luta, partidária e cidadã, não é frete, não pode ser sacrifício. Luta é razão de ser e alegria. Por isso, aqui estou, cerrados os dentes e fincadas as unhas na palma das mãos. E com um largo sorriso na cara e para a vida e a luta porque... um homem sorri à morte - com meia cara, como escreveu o José Rodrigues Miguéis.

Por aqui, Por Ourém

Retoma-se um antigo contacto. Por razões que se irão explicando (se disso for capaz).
Retoma-se o que foram "blogs" que acompanharam períodos eleitorais, e que pouco viveram para além deles.
As intenções são sempre as de manter vivo aquilo que se iniciou, mas acontece com frequência não se ser capaz de levar os projectos até onde as intenções o queriam. Por múltiplas causas, até a de tantos serem os projectos e melhores as intenções que as forças próprias e as ajudas (ou desajudas) alheias.
Se os caminhos se fazem ao caminhar, para que se possam vir a fazer é preciso tentear os primeiros passos. E procurar seguir em frente.
Por aqui iremos procurar continuar o que por outros tempos e por outros locais temos intentado.
Por Ourém.