Começa mal: “Eu cheguei à Câmara há quase 20 anos. Não havia um único computador neste espaço!” . E, depois, vangloria-se do tanto que teria feito neste seu consulado. Consola-se...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Os negócios da autarquia
Começa mal: “Eu cheguei à Câmara há quase 20 anos. Não havia um único computador neste espaço!” . E, depois, vangloria-se do tanto que teria feito neste seu consulado. Consola-se...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Um convívio e uma festa oureenses
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Apresentação de "50 anos de economia e militância"
em Ourém, no dia 19 de Setembro, a partir das 19 horas, no espaço Som da Tinta.Ver pormenores em
Actualizando...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Três notas à espera de trocos
Vive-se um tempo desenfreado de individualismo e de exigência… aos outros.
A deriva orçamental ilustra isso mesmo. Exige-se que os “outros”, para mostrar que merecem benesses da parte de quem se julga com poder porque dele dispõe, façam orçamentados planos e projectos de actividade. Mas aqueles, os que decidem se sim ou não são merecidas as benesses, dão o exemplo da fragilidade dos seus planos, da leviandade dos seus orçamentos.
A experiência na direcção de uma associação chega a ser angustiante.
- Ao que se tem direito?
- Como ter direito ao que se tem direito?
- Quando se pode dispor daquilo a que se tem direito, quanto tempo depois de decidido – após laboriosas provas e contraprovas – que a tal e a tanto se tem direito?
*
O que o Presidente da Câmara disse à Lusa, sobre o “ponto da situação” do custo (e não só) dos novos Paços do Concelho é significativo. E preocupante ou, até, assustador.
Uma “derrapagem” actualizada a 35%, e sem a aquisição de mobiliário (não estava incluído no orçamento?), sem os custos da “requalificação da área envolvente”.
E quanto ao plano para aproveitamento e uso do novo edifício? Previsões um pouco nebulosas, até porque parece que muito vai ficar de fora, contrariando a concentração que justificava a obra.
A afirmação certa certa é a de que “o edifício estará pronto até ao fim do ano”… para ser inaugurado pelo actual Presidente da Câmara, antes de, ao que parece, deixar de o ser.
Fica a obra, a placa (talvez o busto) e a dívida. Dentro daquele princípio, ao que parece inventado em Ourém, quem o vai utilizar que o pague!
*
Uma última nota. Sobre o que considero preocupante ou, até, assustador:
Parece que vai haver um “espaço de mostra na antiga cadeia”, onde o Presidente da Câmara terá dito (está entre aspas) “que se diz que os videntes de Fátima foram interrogados”.
O amigo Henrique de Oliveira Santos, filho de Artur e estrénuo defensor da verdade histórica com que conviveu, está no limite das suas forças. Mas eu ainda me sinto com algumas para procurar evitar, ou pelo menos denunciar, (mais uma) forma de tentar tornar uma mentira numa verdade histórica.
1 de Setembro = a começo de

Um grupo de trabalho renovado. Pessoalmente, como presidente da direcção, estou satisfeito (tanto quanto se pode estar...). Com um grande reconhecimento pelos que sairam, e que como amigos sairam, reforçou-se a componente de "formados" no clube, com dois regressos, com a continuidade do capitão e (espera-se) com maior recurso aos júniores, rejuvenesceu-se o grupo com o ingresso de três jovens, reitera-se a total confiança nos que ficaram, muito particularmente nos que passaram a compor a nova equipa técnica. Vamos, todos!, trabalhar para que seja uma época tranquila e sem sobressaltos, sem objectivos préfixados mas com ambição. Prevaleço, pessoalmente, o convívio e o "espírito de grupo", sem os quais nada é possível.
Também serve, este "blog", para desabafos pessoais. Nada fiz para, em meados de 2005, me ver nestas andanças e responsabilidades. A minha dificuldade em dizer não! a amigos e a projectos colectivos foi determinante. Passaram três anos. Com uma subida e manutenção na 1ª divisão, que parece ter sido a realização de um sonho - e que sonho continua, após a descida -, dados os apoios e as condições em que tivemos de competir entre as 14 melhores equipas do hóquei nacional. Sem, em algum momento, termos envergonhado "a terra" e, muitas vezes, valorizando o seu nome. Também com relevantes resultados na patinagem, com os iniciados e os júniores do hóquei nas divisões nacionais, com um título regional no futsal junior (que, tal como os juvenis, não existia). Com mais modalidades - ioga, karting - e praticantes.
No plano pessoal, uma grave intervenção cirúrgica - não escolho palavras: aos 70 anos, extirparam-me um cancro no cólon - logo no final da 1ª época, e problemas que nunca esperaria vir a confrontar.
Não teremos acertado sempre, teremos errado algumas vezes, mas quando reconhecemos o erro não hesitámos em o corrigir. Fizemos o melhor que fomos capazes, e que estava nas nossas capacidades - nalguns casos, superadas.
A mágoa funda que situações pessoais me trouxeram, com indesejadas tensões e afastamentos - tendo-me sentido, por vezes, agredido e ofendido, e visto obrigado a ser intransigente - com o triste esfriamento de amizades sólidas, teve a compensação da ter visto criados novos laços de muito respeito e alguns de admiração e amizade. E, sobretudo, com uma intocável tranquilidade de consciência.
Esta época que hoje abre (como se uma porta fosse) justifica este escrito, que é uma palavra de esperança, um voto de confiança e um apelo para que os oureenses vejam, no trabalho que está a ser feito, um contributo (a que se tem de juntar o seu) para realizar um projecto
associativo, desportivo, oureense
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Postais - 3 (e algo mais...)

Observei-o de soslaio, vi o frontão, ou brazão, de que ainda me lembro e que, ao que parece, se sabe onde está e à espera das... obras, lembrei-me do Xico Santo Amaro, e resolvi passar adiante porque não sou masoquista.
Entretanto, vejo o último boletim ou revista da Câmara Municipal, em que a Capela aparece como fazendo parte do património oureense (e bem!), e deu-me uma enorme zanga. Ganas de qualquer coisa.
Mas, como sou "pacífico", acalmei. No entanto, não gosto que gozem com a malta e não calo humilhações. Entre 1997 e 2001, ano a ano, uma verba foi incluída no orçamento camarário, e por elas bem me bati, e nada foi feito; deu-se aquela compra, em 2005, por 1 euro (ou ainda foi por um escudo?) de que se fez propaganda, e nada foi feito, a não ser estender uns arames ali à volta.
É, realmente, demais. O património que são ruínas é para deixar cair?
Fui fazer uma pequena busca no "velho" blog somdatinta e pode ver-se (não postos estes "posts" por mim!) em aqui e em aqui e em aqui alguma coisa que já destas ruínas se falou.
