sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Porque deixei de escrever no Notícias de Ourém?!

Tenho alguns assuntos por esclarecer. Não que esteja em fase de “ajuste de contas” – de modo nenhum –, mas há mesmo uns assuntos que exigem de mim (e para mim) um esclarecimento.
Começo por este, até porque pessoas amigas (claro…) me têm perguntado porque deixei de escrever para o Notícias de Ourém, e tenho encolhido os ombros à laia de explicação.

Em duas (ou pouco mais) palavras:
- desde 1948, escrevo com regularidade para o N.O.;
- essa regularidade foi, nestas últimas décadas (quase) semanal, porque tal foi combinado com responsáveis do jornal;
- só falando de coisas acontecidas depois de 2006, quando fui sujeito a delicada intervenção cirúrgica a minha colaboração não sofreu hiato que justificasse que, do jornal, alguém se preocupasse com a ausência do colaborador e procurasse saber do seu estado de saúde;
- mais tarde, por ter estado duas ou três semanas sem enviar colaboração, senti que deveria mostrar estranheza por, de novo, isso ter sido indiferente à direcção e redacção do jornal;
- disse dessa estranheza no mail em que retomei o envio de colaboração, sem que tivesse havido qualquer reacção;
- passadas umas semanas, repeti - agora intencionalmente - a pausa e confirmei o que, sem a anterior chamada de atenção, poderia passar por distracção;
- interpretando haver desinteresse pelo colaborador e sua colaboração, resolvi suspender a colaboração;
- abri uma excepção em Maio deste ano, por ter então completado 60 anos de colaboração, facto para mim muito significativo, e mandei uma nota para o jornal, que foi publicada sem o menor destaque ou comentário, diria mesmo em “nota de pé de página” ou… como semelhante a “publicidade não paga”, o que, a somar ao resto, me magoou ;
- já em Setembro, ao editar um livro, fui levar um exemplar à direcção e redacção do jornal, e também aos serviços administrativos, e saiu notícia da edição, mas não tive o gosto de uma palavra de recepção, como outros, amigavelmente, a deram;
- para a apresentação do livro em Ourém, foi organizada uma “festa” para que, evidentemente, o N.O. foi convidado, em que esteve um elemento da redacção que fez fotos… e, tendo a “festa” corrido de forma muito satisfatória, não vi publicada uma linha ou uma foto no semanário nos dois números que se seguiram, que foram pródigos em noticiar outras iniciativas;
- com tudo o que me liga ao jornal, continuarei amigo, leitor, assinante - que quero ser (e muitos arranjei!) - como colaborador, tudo indicia que o meu interesse e gosto em o continuar a ser não tem reciprocidade.
Paciência!

Fica dito.

domingo, 28 de setembro de 2008

Dois incidentes, entre muitos...

… ou, talvez, acidentes.

Na sessão da AM de sexta-feira

  1. O senhor presidente da Câmara, não tendo gostado de ouvir o que uma munícipe, em nome de encarregados de educação de uma freguesia do norte do Concelho, leu e que, certo ou errado, foi dito com correcção e sem insultos, respondeu dizendo elel que aquela posição era “de encomenda” e que a munícipe que lera o papel nem o teria escrito. Além da demonstração da sempre latente “teoria da conspiração” apenas uma palavra para o que tinha intenção insultuosa: lamentável!
  2. Na informação que leu, que distribuiu antes, e para que ninguém tivesse dúvidas sobre quem a escrevera, o senhor presidente da Câmara reforçou a impressão digital do seu fino humor. Num parágrafo em que se dirigia ao partido maioritário – como em todo o documento – escreveu “resolvam os nossos problemas e não inventem nem distraiam as pessoas, nem mesmo com os casamentos gay, por cá…”. E para que não se lhe pudesse dar a razão que até teria com tal observação sem aquele enigmático por cá seguido por reticências, ao ler esclareceu melhor dizendo que “por cá se lhes chama outras coisas”. Lamentável!, de novo. Mas também o foi o facto do presidente do “grupo parlamentar do PS” ter embarcado no mesmo humor de fino recorte e, na intervenção seguinte, ter dito que, sendo eleito por cá, também ele chama outros nomes a esses casamentos. E acrescento que nem um nem outro se estavam a referir, ao que julgo, a uma questão de defesa da língua e a substituir gays por homossexuais.

sábado, 27 de setembro de 2008

Sessão da Assembleia Municipal de 26.09.2008

A sessão foi verdadeiramente esclarecedora. Sobre muita coisa e alguma gente. E teve momentos exemplares.
Ver, para exemplo..., este naco de reportagem, em o castelo. Nem faltou, da parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da Câmara, a ilustração (ridícula) da teoria da conspiração sob forma de insulto a uma municípe que escreveu e disse como sabe. E bem!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Declaração política geral e de interesse local

Na sessão da Assembleia Municipal de 26.09.2008:

Da última sessão para esta, no curto espaço de dois meses, para mais com Agosto pelo meio, o que então me levou a falar do “horror económico”, citando Forrestier e Rimbaud, confirmou-se e agravou-se.
Há grandes bancos estado-unidenses que se nacionalizam (e não por boas razões…), há seguradoras de dimensão transnacional que vão à falência, há injecções de dinheiro dos bancos centrais, como quem mete para a veia de drogados mais droga como se isso pudesse ajudar à recuperação do que está doente, muito doente.
O capitalismo está em crise, em grave crise. Não que augure o descalabro, a hecatombe. Não. O sistema tem mais fôlegos que o gato mais resistente e há formas de o fazer sobreviver, e de preservar os interesses cada vez mais polarizados, mais concentrados, formas que, se assustam – e muito –, se sabe também que há próceres que não recuarão perante o seu uso, mesmo que isso ponha em risco a Humanidade.
Existe latente um ambiente que chega a aproximar-se do desespero. Nos cidadãos e famílias que se endividaram para ter acesso à satisfação de necessidades que – quantas vezes? – lhes foram artificialmente criadas e para que os salários nunca são suficientes e cada vez menos; nos pequenos e médios empresários que menos vendem e que mais tempo, e cada vez mais, levam a receber o que teriam conseguido vender, além de que a novidade dos pagamentos por conta não perdoa e os juros e outras alcavalas só aumentam.
Há que encarar, com seriedade e realismo uma situação em que as vítimas – como os culpados – são os do costume. Mas em situação muito agravada porque são mais as vítimas, embora em muitos casos em adiamento, e menos os culpados, ou beneficiários. Há que mudar o rumo da economia!
Não é por via de engenharias e arquitecturas financeiras (com negócios e parcerias como panaceias) que lá vamos.
Sobre a “nossa terra” deixo, nesta intervenção, três apontamentos:
Um, de lamento e protesto – a escola do Zambujal parece que vai fechar e porque a Câmara assim o quer pois a DREL até nomeou professores. Invoquem-se os argumentos que se quiser. Nada calará a revolta por ver mais um passo para uma desertificação e/ou transformação em dormitório do que era uma aldeia; nada calará o desgosto de quem assistiu à alegria do içar da bandeira nacional no posto escolar do Zambujal, há uns 60 anos, pelo miudo que era o Xico Santo Amaro e o meu pai, que andara pelas escolas da Vila (dos Castelos), do Vale da Perra e da Atouguia, a chorar de alegria.
Segundo, relativo ao Cercal e à Atouguia, às freguesias, congratulando-me com as melhorias, com o que de novo e melhor foi inaugurado, lamentando o esquecimento inexplicado da capela de S. Sebastião (durante décadas e que, agora, parece - parece - ter sido lembrada, por obra e graça do beato Nuno...).
Terceiro, relativamente ao nosso abastecimento de água. (...) aproveito para dizer que, tendo desenvolvido o que foi trabalho jornalístico sobre as despesas médias por família nem 2007, no distrito de Leiria, o concelho de Ourém não fica “bem na fotografia”: em 17 concelhos é o 13º em despesa para os consumidores do escalão mais baixo (60 m3), quase 30% acima da média, mas já não o é para um 2º escalão (120m3), em 10º e acima 5,4% em relação à média, e menos ainda para o escalão mais elevado (180 m3), 9º lugar e apenas 1% acima da média.
Por último, e para não acabar com a secura dos números, apesar de serem sobre a água..., termino dizendo que tudo na política (Obama e MacKein, PSD e PS) me fazem lembrar ping-pong e um poema de Zé Gomes Ferreira, como sempre cheio de pontaria e genialidade:
«Democracia é alternância»
repetiu de novo a embalar o tédio,
um senhor de sonho espesso.
Como se fosse possível! - ó glória! ó ânsia! –
construir um prédio,
mudando de vez em quando
os mesmos tijolos do avesso.

Os negócios da autarquia

Folheia-se a revista municipal - Ourém em revista -, número de Agosto e, à segunda fotografia de David Catarino, estará, talvez ..., um artigo que merece a pena ler. Arrisca-se.
Começa mal: “Eu cheguei à Câmara há quase 20 anos. Não havia um único computador neste espaço!” . E, depois, vangloria-se do tanto que teria feito neste seu consulado. Consola-se...
É a habitual "alegrinha contentinha", de que falava Alexandre O'Neil. (Quando cheguei ao Parlamento Europeu, há menos de 20 anos (em 1990), nenhum deputado tinha máquina de escrever no gabinete, fui dos primeiros a andar de portátil nos aviões e a colocá-lo sobre a secretária; quando fui eleito para o Colégio de questores, em 1994, nessas funções acompanhei (como questor, i.e., membro da presidência para as questões relativas aos deputados) a construção dos dois novos hemiciclos - de Bruxelas e de Estrasburgo -, pelo que teria contribuido para que, em 1999, cada gabinete de deputado tivesse dois computadores ligados à net... e etc. Só David Catarino me obrigaria a lembrar-me disto e a escrevê-lo.)
Mas o pior vem mais adiante: Na realidade, o My Net não é mais do que uma plataforma de agregação de serviços transversal a todas as áreas de negócio da autarquia. O que não se sabe bem por quem teria sido dito, nem importa porque a responsabilidade é de quem tem a fotografia a encabeçar o texto e é presidente da autarquia que, afinal!, se identifica pelas suas... áreas de negócio!
Por mim, como habitante da autarquia, tenho vontade de emigrar desta "plataforma de agregação de serviços transversal a todas as (suas) áreas de negócios".

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um convívio e uma festa oureenses

Pretende-se que a apresentação de "50 anos de economia e militância" em Ourém seja um encontro, um convívio, uma festa.
Será em Ourém, o autor é de Ourém, o apresentador é de Ourém, a "animação" terá por base um conto de um escritor nascido na Lagoa do Furadouro, em Ourém, o grupo de amigos que se juntou para preparar essa "animação" tem a assumida colaboração do Grupo de Teatro Apollo, de Pêras Ruivas, Ourém.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Apresentação de "50 anos de economia e militância"

Apresentação do livro
em Ourém, no dia 19 de Setembro, a partir das 19 horas, no espaço Som da Tinta.

Ver pormenores em