Não tive dúvidas na votação em representação do PCP, votação que teve os votos contra dos outros membros da AM que não do PSD. Votei a favor da solidariedade com uma declaração de voto em que tornava claro não subscrever muitos dos considerandos que a antecediam e não aceitar o seu claro aproveitamento partidário. Aliás, na linha da recorrente guerrilha entre os "alternantes", em que os do PS atacam o PSD na autarquia e os do PSD atacam o PS no governo. Por vezes em termos absolutamente inaceitáveis do ponto de vista ético, para não dizer civilizacional, como agora ainda por aí a ser dito em "bocas finas" e "falares doces".
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Soldariedade com a luta dos professores? Claro que sim, mas...
Não tive dúvidas na votação em representação do PCP, votação que teve os votos contra dos outros membros da AM que não do PSD. Votei a favor da solidariedade com uma declaração de voto em que tornava claro não subscrever muitos dos considerandos que a antecediam e não aceitar o seu claro aproveitamento partidário. Aliás, na linha da recorrente guerrilha entre os "alternantes", em que os do PS atacam o PSD na autarquia e os do PSD atacam o PS no governo. Por vezes em termos absolutamente inaceitáveis do ponto de vista ético, para não dizer civilizacional, como agora ainda por aí a ser dito em "bocas finas" e "falares doces".
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
AMunicipal de 20 de Fevereiro de 2009
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Neste contexto, as eleições autárquicas ganham maior relevância politica. Local. A Federação distrital do PS inundou o concelho de “out-doors” mostrando bem quanto está disposta a gastar, e já é uma enormidade, no “assalto” ao segundo concelho do distrito em população, circunstância de que os dois partidos, um com D outro sem D, sempre tiveram consciência eleitoralista. Quanto se está a gastar nesta propaganda que não encara um problema, não apresenta uma proposta, apenas pretende ganhar votos? Quanto já se gastou? No quadro das dificuldades actuais e de uma democracia de igualdade de oportunidades consideramos esta ostentação uma afronta!
Estamos em crise. É, se nos não enganamos, a quarta vez que o afirmamos. Aqui. Mas esta crise é, na nossa interpretação, uma explosão prevista e prevenida da crise do sistema. Que não é recuperável a partir das dinâmicas e das políticas que a ela nos trouxeram. Não é injectando mais e mais droga na veia do drogado que ele se cura, se é que tem cura. Uma economia financeirizada até ao absurdo é um castelo de cartas sobre areias movediças. Num tempo histórico, que não se mede em meses ou anos, as rupturas são inevitáveis. Há muito as propomos para tentar atenuar as graves consequências para as vítimas do costume enquanto outros, também os do costume, descobrem oportunidades que só agravam as desigualdades sociais e as assimetrias regionais. E agravam contradições insanáveis.
Curiosamente, o que o PCP propôs na Conferência sobre questões económicas e sociais, de Novembro de 2007 e foi, claro, silenciado, está agora, tarde e más horas, a ser considerado. Tal como dizemos desde 2003, que sim, é possível! – o que, dizem, termos copiado do Yes, we can de Obama, de 2008 de Obama... – é com igual ironia que se vê descoberto que, afinal e finalmente, há oposição em Portugal por a líder do PSD vir falar de pequenas e médias empresas. Sem ir mais atrás, apenas com um mês de recuo, o Comité Central do PCP propôs medidas urgentes de combate à crise, em que, por exemplo, se retomou a proposta de, para as micro, pequenas e médias empresas, haver congelamento ou redução dos preços da energia, nas telecomunicações e nas portagens, apoio aos factores competitivos do tecido produtivo nacional, eliminação do PEC e extensão do “IVA de caixa”, imediata concretização do plano de pagamentos das dívidas do Estado às micro, pequenas e médias empresas. E mais, muito mais.
Mas... é preciso convencer o eleitor que só tem três alternativas: ou votar alternadamente PSD ou PS… ou abster-se, desinteressado, com tédio e desgosto, e desespero nalguns casos, da política, isto é, destruindo a participação mínima na democracia, que é a de escolher e votar nos representantes. Contra “isto”, contra esta maneira de estar e de fazer política, lutámos, lutamos e lutaremos.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Triste e lutando conta esta tristeza
É com profunda tristeza que vejo ao que “isto” chegou. E falo do nível do "debate" político em Ourém. E não só... mas, agora, falo, sobretudo, de Ourém.
Num magma de indiferença, contraditório com a desesperança e o desespero da esmagadora e crescente maioria da população, há quem esgrima insultos e calúnias.
Enquanto a esmagadora maioria da população, desinformada e/ou enganadoramente informada, se “prepara” para ir votar, ou o que o “cacique” mandar, ou o que sempre votou, ou “vamos lá a ver se estes que tanto prometem…”, ou para se abster, há quem terça armas e pedras como se fossem argumentos e razões.
No seu tão valioso papel de espaço de comunicação, o castelo, é, de vez em quando, o palco maior de guerras de alecrim e manjerona desmerecedoras de qualquer nível de tolerância, de ping-pong jogado debaixo da mesa, com os contendores de cócoras ou mostrando o que não deviam quando escondem o que deviam mostrar, o nome próprio. 
De cartazes e sua “vandalização” não falo. Estão bem uns para os outros. Como o estão, no plano nacional, com a “confusão de narizes” em que não se sabe quem o tem mais comprido.
Há quem pense, e até o diga – ou já o disse, e agora, mais maduro, o cale – que “em política vale tudo”. Na política me manterei, apesar do cheiro nauseabundo, recusando:
- o "vale tudo" e os “debates” e duelos acanalhados;
- a pobre encenação de que só há duas forças partidárias e que – que remédio… - há que escolher o menor dos males.
As gentes, que somos nós-todos, merecem outra política, merecem a política que os sirva, em que possam participar e controlar, sem tibiezas, quem escolhem para as representar.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Suspense...
Nº
Data: 20/01/09
Destinatário(s):
Existem 3 empresas participadas pelo município de Ourém, que foram até ao momento acompanhadas pelo Dr. David Pereira Catarino, na altura Presidente desta edilidade. Relativamente às empresas Médiagolfe-Empreendimentos Turísticos,SA e Fatiparques-Parques de Negócios de Ourém/Fátima,SA, foi David Catarino que esteve na génese da sua criação, assim como acompanhou e presidiu aos concelhos de administração até ao momento. A empresa MaisOurém,SA tem uma criação recente mas também foi motivada por David Catarino. Tendo em conta que a Lei 169/99 de 18 de Setembro com as alterações decorrentes da Lei nº5-A/2002 de 11 de Janeiro,determina no nº8 do seu artº64 que"as nomeações a que se refere a alínea i) do nº1 são feitas de entre membros da câmara municipal ou de entre cidadãos que não sejam membros dos órgãos municipais", sendo que, a alínea i) do nº1 desse mesmo artigo diz que compete à câmara municipal no âmbito da organização e funcionamento dos seus serviços e no da gestão correntes "nomear e exonerar o conselho de administraçao dos serviços municipalizados e das empresas públicas municipais, assim como os representantes do município nos órgãos de outras empresas, cooperativas, fundações ou entidades em que o mesmo detenha alguma participação no respectivo capital social ou equiparado".
Face ao exposto, proponho que a Câmara nomeie o Dr. David Pereira Catarino como seu representante nas três empresas já referenciadas.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Recebido e... publicado
Nele se afirmava que 2009 seria um ano difícil. De dura luta política. De defesa de direitos, de defesa do emprego. De conquistas sociais, se possível – e é possível!
A crise está ai, instalada e reconhecida. Não veio de fora. De fora, vieram factores de agravamento. Porque se adoptou a “obsessão” do défice orçamental, porque se desvalorizou a produção e o mercado interno, porque se aumentou a dependência do exterior.
Há que a enfrentar.
O PCP, na reunião do Comité Central de 31.01/01.02 adoptou
que, no mínimo, merecem ser conhecidas e discutidas!
Em Ourém, o que se chamou fecho do ciclo PSD-Catarino deixou pesadíssima herança que os sucessores se veêm aflitos para remediar. E as primeiras “notícias” sobre o “reinado” de Catarino no turismo regional são preocupantes e nada auguram de bom para o concelho.
Há que mudar de políticas, muito mais que “mudar de políticos”. Há que procurar alternativas reais de ruptura e não meras mudanças cosméticas ou de estilo.
Há que lutar por uma vida melhor. Que é possível!
Não à resignação e ao desespero!
Sim, é possível uma vida melhor!
Queremos debater e contribuir para essa vida melhor. Sem qualquer intenção de copiar modelos, recusando preconceitos.
Por Portugal e por Ourém.

