sábado, 21 de março de 2009

Assim o Governo Civil de Santarém faz política...

Transcreve-se Nota à Comunicação Social da União dos Sindicatos de Santarém:


Nota à Comunicação Social

GOVERNO CIVIL NÃO CRIOU NENHUMA “COMISSÃO INFORMAL”
(Esclarecimento da USS/CGTP-IN)
1. Alguma comunicação social regional, fazendo eco do que lhes foi transmitido pelo gabinete de propaganda do governo civil, anunciou que este teria criado uma “comissão informal” para avaliar os impactos da crise;
2. Dessa Comissão faria parte a USS/CGTP-IN que, segundo a leitura da notícia veiculada pela propaganda oficial, estaria a alinhar numa operação de branqueamento e de maquilhagem da situação com que se debatem milhares de trabalhadores e pequenos e micro empresários do distrito de Santarém;
3. Acontece que a realidade é outra. Ou seja, por proposta da USS/CGTP-IN, formalizada no dia 20 de Fevereiro em reunião com o Governador Civil, veio a ser criada uma comissão distrital cuja composição inicial foi sugerido que fosse a seguinte: CGTP-IN, Governo Civil, Associações de Municípios e Nersant;
4. O Governo Civil, veio a aceitar a ideia da criação desta Comissão – que, aliás, o Nersant também lhe teria proposto e, como era de esperar, fez incluir o “departamento patronal para as questões sindicais” (vulgo UGT) na referida Comissão;
5. A primeira reunião foi efectuada no dia 10 de Março e a segunda e última reunião foi efectuada no passado dia 18 – tendo esta última, merecido a divulgação pública que se conhece;
6. Sendo eticamente duvidoso o comportamento do Governo Civil, pelo menos, deveria ter existido o cuidado de informar a opinião pública de que nesta reunião a USS/CGTP-IN apresentou um documento intitulado “MEDIDAS URGENTES E CONSIDERADAS NECESSÁRIAS PARA MINIMIZAR OS EFEITOS DA CRISE”;
7. O mesmo gabinete, se fosse de informação e não de propaganda, deveria também ter referido que o governo civil se comprometeu a dar respostas à situação dos trabalhadores de quatro grandes empresas distritais onde os salários estão em atraso e/ou em situação de insolvência – questões colocadas pela delegação da USS/CGTP-IN que, registe-se, teve concordância unânime;
8. No dia 1 de Abril, a USS/CGTP-IN, espera resposta às medidas que apresentou para acautelar o emprego e os direitos dos trabalhadores e, bem entendido, quer saber quais as medidas que o governo e o patronato tomaram quanto ao futuro das empresas e dos postos de trabalho em causa;
9. A USS/CGTP-IN chama a atenção do governo civil e dos parceiros patronais de que a construção de consensos (necessários para se ultrapassarem alguns constrangimentos) só serão possíveis se existir um clima de boa fé e se, ao contrário daquilo que o governo tem feito, os Sindicatos e os trabalhadores forem respeitados;
10. A USS/CGTP-IN jamais permitirá ser instrumentalizada por quem quer que seja e, reafirma que continuará a sua luta por uma Mudança de Rumo para o país e para a região, cabendo ao governo e a quem dirige as empresas, dar resposta e resolver os problemas que afectam milhares e milhares de famílias e de jovens.
20-03-2009

A Direcção

quinta-feira, 19 de março de 2009

O desplante ou o mal e a caramunha

Porque o tema andou por blogs cá da terra não resisto a um comentário:
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então a central sindical unitária, em cujos orgãos dirigentes há representantes de sindicatos que são trabalhadores filiados no PCP, no BE, no PS, no PSD, e sei lá se também no CDS-PP, e trabalhadores sem filiação partidária, e promovem manifestações em que estão mais de 200 mil pessoas é que é manipulada?

se o é, que dizer da outra central sindical, criada com a finalidade de partir a espinha da CGTP-IN, e cujo secretário-geral é dirigente do PS (e deputado, e sei lá que mais), faz reuniões sindicais (?) com todo o protagonismo para o secretário-geral do PS e 1º ministro, e em que participa o ministro do trabalho (qual é, agora, o nome do ministério?), antes do respectivo arremedo de congresso?
Quem é que manipula quem? Quem é que existe para ser manipulado? Quem é que existe para bater palmas e assinar acordos em nome de quem não representa? Quem é?

terça-feira, 10 de março de 2009

Quintas-feiras em Vila Nova de Ourém - 2

... e assim:

(fotos de Joaquim Espada)

domingo, 8 de março de 2009

Quintas-feiras em Vila Nova de Ourém

Eram assim:

Transparência, inconsciência, autismo e um pouco de surrealismo

  • Fiquei francamente bem impressionado com a transparência do PSD de Ourém.
  • Dar a conhecer o número dos seus militantes e como eles votaram é de realçar.
  • Ficar a saber que são 524 os militantes do PSD neste concelho - que tem sido verdadeiramente um suporte eleitoral deste Partido - surpreende.
  • Com tantos milhares de votantes - à volta de 12 mil para as autárquicas e ultrapassando 20 mil para Cavaco Silva - tem grande significado haver tão poucos militantes.
  • E que, de tão poucos militantes, apenas um em cada cinco se incomode em escolher os seus dirigentes partidários ainda mais surpreende.
  • A justificação de só haver uma lista não colhe, a não ser como sinal evidente de despolitização, de despartidarização, de ausência - até entre os mais conscientes e participantes - de consciência e de participação.
  • E em ano de eleições!
  • 98 elegeram 19 porque 10 votaram em branco, num concelho de 50 mil habitantes.
  • Algo corre mal no "mundo do PSD".
  • O que pode não ter tradução nos resultados eleitorais.
  • No entanto, é um sinal dos tempos e um verdadeiro libelo acusatório para os partidos que têm feito "desta democracia" uma forma de afastar os cidadãos (até os que em si votam) da actividade política.
  • E se impressiona bem a transparência, esta completa-se pela prova de inconsciência, pior: de autismo, que é o comunicado que o PSD-Ourém divulgou.
  • nesse comunicado não se sabe, com base no "apoio massivo dos militantes" (!), quem saúda quem, quem elogia quem, quem apoia quem, porque a assinatura é do... Partido Social Democrata que não existe para lá dos militantes, dos que escolhem os seus dirigentes, dos orgãos que estes compõem.
  • De qualquer modo, o que me preocupa é a satisfação que parece resultar de uma concepção de democracia vazia de cidadãos a participar... o que é a negação da democracia.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Instantâneo demográfico de Ourém (no e do Distrito de Santarém)

As estatísticas da demografia no período de 1993 a 2007, referidas ao distrito de Santarém, acabam de ser conhecidas e saíram, na comunicação social, artigos interessantes, como no Templário.
Uma vez que os distritos ainda existem, e que o concelho de Ourém faz parte deste distrito e não de outro, aqui apenas saliento umas pequenas notas:


  • neste tão significativo intervalo de tempo – década e meia – o distrito por cada 100 nascimentos (63.207) teve 135 óbitos (85.344);
  • o concelho de maior saldo fisiológico natural – mais nascimentos menos óbitos – negativo foi o de Mação em que por cada 100 nascimentos (e foram apenas 731) houve 364 óbitos (2.658);
  • só dois concelhos – Entroncamento e Benavente – tiveram saldo fisiológico natural positivo;
  • logo a seguir a estes dois concelhos vem o de Ourém com 108 óbitos (7.513) para 100 nascimentos (6.951).

Num distrito em clara perda de população, e até desertificação em algumas zonas (Mação, Ferreira do Zêzere, Sardoal, também Abrantes), Entroncamento e Benavente crescem demograficamente, e Ourém aguenta-se.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quem é que está a apoiar as famílias, e as empresas, e tudo, quem é, quem é?

Na iniciativa da Concelhia de Ourém do PCP para se debater "a crise", que teve presença e intervenção significativa de camaradas e amigos, ao referir a quantidade de "out-doors" com que a Federação Distrital do PS inundou o concelho de Ourém, facto que considero escandaloso e bem representativo da desigualdade de condições em que se faz política, um camarada observou, e muito justamente, que além da quantidade (e do custo!), havia que sublinhar a "mensagem".

É bem verdade! Um simples exemplo:

Quem é que está a apoiar as famílias?

O Estado? Não!

O Governo, que é apoiado por uma maoria parlamentar do PS, aplicando o dinheiro dos contribuintes, através do orçamento, em políticas sociais? Não!

Vá lá... o PS, que assim cometeria o compreensível pecadilho (que bem caro se paga, e pagou por outras paragens) de confundir tudo: Estado e Governo e partido maioritário na Assembleia da República? Não!

Quem está a apoiar as famílias... é a Federação Distrital de Santarém do PS, a estrutura partidária cujo presidente é também governador civil do distrito, e que, ao que parece, não olha a meios (financeiros, pelo menos) para (as)saltar para o poder autárquico do 2º concelho do distrito em população e eleitores!

É, na verdade, um escândalo! Isto digo eu...