terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma cidade provisoriamente viva

O dia 26 de Abril foi um dia estranho na cidade de Ourém. Mostrando o que poderia ser viver "em cidade".
Na Praça Mousinho de Albuquerque a FESTAMBO, um encontro de coros, uma orquestra jovem, de futuro, um ambiente de convívio e cultura. Soube tão bem ver e ouvir...
Lá em baixo, à volta do Centro de Negócios, uma prova de karting, promovida pela secção do Juventude Ouriense, mobilizando dezenas de voluntários para um trabalho excepcional, muita assistência e muitos pass(e)antes apesar da desabalada ventania.
Uma tarde com muita gente nas ruas da cidade. Fora das grandes (e cobertas) superfícies do consumismo.
Não seria possível tornar o provisório, o quase insólito, em frequente?

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril

Depois de dias de sol e calor, uma noite fria, desagradável.

Foi pena. O esforço feito para que a noite não fosse igual a outras foi prejudicado.

Registo a aragem diferente, que não varreu - claro... - jeitos e trejeitos "da casa", gostei de ouvir os Romeiros, de ver algumas imagens em diapositivos e dispenso-me de os comentar porque não vale a pena, ouvi o "discurso oficial", cantei (mal e enregelando) Grandola e o hino nacional, e corri para casa.

Amanhã, já hoje, será melhor. É 25 de Abril de novo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

Oureenses olímpicos

Capa do Notícias de Ourém, de ontem:

Regista-se, e saúda-se, a iniciativa da Câmara.

Agradecece-se, ao Clube, ao Treinador e ao Tiago, de que é bom saber da disposição de continuar aqui, no concelho e em Fátima, a sua preparação (será posível... e até quando?).

Lembra-se, nesta oportunidade, que já houve outros olímpicos "cá da terra". Como se costuma dizer, "salvo erro e omissão" o Rafael Marques, em atletismo, e o José Alberto Manso Punheiro, em esgrima.

Que tal associar a esta campanha de apoio ao Tiago Marto estes "nossos olímpicos"? E homenageá-los, tão esquecidos estão.

terça-feira, 31 de março de 2009

Há "ambientalistas típicos"?

No "serviço público" que tem sido o castelo, que se deseja que continue a ser, e em que o debate é trave-mestra, têm vindo ao de cima, de vez em quando, formas de debater absolutamente negativas porque são o contrário do debate, que tem de assentar no respeito mútuo, por maiores que sejam as diferenças. Basta de "trollitada"!
Num comentário, encontro um texto que considero estimulante e que lamento ver perdido entre outros comentários e polémicas em tom indesejável. Transcrevo-o e acrescento-lhe uma breve nota pessoal:
«(...) não sei o que raio é «o ambientalista típico», mas não creio que seja apenas essa raça de gente que, por exemplo, se incomoda com as descargas das suiniculturas na ribeira dos milagres. e também não sei que raio de liberal é que defende - ou, vá lá, admite - tal prática. (aqui tenho um problema, não sei como classificar tais descargas, se como capitalistas - este deve ser o apodo para a coisa usado pel'«o ambientalista típico» -, se como selvagens - este deve ser o apodo usado pelo avesso d'«o ambientalista típico» -, se como liberais - este apodo não creio que faça sentido, mas, à cautela e à cão, uso-o distorcidamente, para cobrir a hipótese de que tais descargas não «devem ser limitadas por leis e regulamentos».)
quanto a essa de que «o ambiente é considerado uma causa de esquerda» é um bocadinho tonta, porque sem grande fundamento fora da caricatura. quanto mais não seja porque é também e cada vez mais considerada uma causa de direita. (e apenas isto para não complicar e não perguntar: quem considera e por que é que considera que «o ambiente é considerado uma causa de esquerda»?) faz mais sentido afirmar que o ambiente é considerado uma causa de malta jovem (porque é). ou que o ambiente é considerado uma causa de malta mais escolarizada (porque é). ou que o ambiente é uma causa das gerações mais recentes (porque é). ou que o ambiente é considerado uma causa pós-materialista (esta remete para Ronald Inglehart, um gajo que tem investigado o que chamou de «revolução silenciosa» e «deslocamento cultural» nas «sociedades industriais avançadas»).
um bocadinho tonta é também a alegação de que «o ambiente é considerado incompatível com o lucro». basta perceber o quão crescente é o negócio verde, seja em termos de comércio de produtos biológicos - suspeito que «o ambientalista típico» não enjeitaria esta denominação, embora ela seja também um bocadinho tonta -, seja em termos de investigação, equipamentos e tecnologia com vista à avaliação, controlo e diminuição dos impactos ambientais de determinadas actividades económicas. negócio promovido e suportado por alguns desses «ambientalistas típicos». e talvez até por alguns «ambientalistas atípicos». uns e outros, como os demais envolvidos no negócio, capitalistas provavelmente, até porque - não sei, suspeito - devem querer ganhar dinheiro com a coisa.»
Nota pessoal: Há alguns anos (há escalas tão diferentes, que fujo a dizer se muitos se poucos), fui entrevistado pelo Diário de Notícias, da Madeira. Entre muita pergunta-rasteira, apareceu uma sobre o ambiente e o ambientalista típico. Dei uma resposta que teve honras (bem raras tenho tido... sou, como há quem diga, um "coitadinho" sempre a queixar-se...) de 1ª página e "manchete", mais ou menos assim: não concebo um marxista - ou foi comunista que eu disse? - que não defenda o ambiente, que não seja ambientalista!
Ainda diria que das frases mais hipócritas que conheço, e bem características do capitalismo como sistema, é a "poluidor, pagador" pois, para mim, quer dizer que se o poluidor fizer contas (nelas incluindo as de possíveis negócios de "despoluição"), e achar que "vale a pena" em termos de capital reproduzido, vai poluir como lhe der na lucrativa gana! E não suspeito, tenho a certeza!

Ler Saramago. Em Ourém - anexo

Depois de ter dado por terminada as referência a esta tão meritória iniciativa, a simpatia de Sérgio Paulino fez-me chegar umas fotografias do que quero chamar à conversa sobre José (Saramago).
Muito grato, e com muito gosto, reproduzo uma, quando falava Zeferino Coelho, editor responsável na Caminho, José Carlos de Vasconcelos, poeta, jornalista, director do Jornal de Letras ouvia, e eu, ouvindo, procurava coisas num dos Cadernos de Lanzarote.