sábado, 8 de agosto de 2009

Não se trata de competência ou incompetência mas de política

Ninguém poderá acusar Sérgio Faria de pouca seriedade, de falta de rigor, de escassa fundamentação, de ausência de competência. Nesta pré-campanha autárquica, por artigos que publicou no castelo, outros ataques teve, em chusma de comentários, mas nenhum conseguiu beliscar esses seus reconhecidos atributos.
O "post" que acaba de publicar, em o.castelo.vai.nu, traz menos texto do que é habitual mas um gráfico muito interessante:

Na verdade, no Município de Ourém, "Entre 2000 e 2008, a dívida a terceiros mais do que triplicou (a dívida a terceiros de prazo curto, essa, quase octuplicou). No mesmo intervalo, a despesa mais do que duplicou. A receita é que nem tanto. Desde 2002 que a receita é claramente inferior à despesa. No acumulado de 2004 a 2008, a despesa foi superior à receita em 50 milhões de euros. Ou seja, em média, em cada um dos cinco anos últimos o município dispendeu mais 10 milhões de euros do que arrecadou. De 2004 a 2007 a dívida a terceiros foi superior à receita. Em 2008 uma e outra foram praticamente iguais (embora seja de referir que nesse exercício o município teve uma receita extraordinária de aproximadamente 5 milhões de euros, resultante da alienação de terrenos relativos aos complexos desportivos de Ourém e de Fátima à empresa MaisOurém)."

No entanto, se considero dever ser este um tema a privilegiar na campanha eleitoral, há três observações que quero deixar:

1. A competência ou incompetência de uma gestão não se avalia exclusivamente por números como estes, porque importaria juntar ao serviço do que e como se endividou a Câmara (o que, a meu ver, é revelador de incompetência, mas de outras coisas mais, que todos os números), que dificuldades exógenas teve essa gestão (como poder autárquico num contexto centralizador e, em parte, de maioria absoluta de côr adversa), como neste período o endividamento geral foi crescente, antecipando a "crise" em que estamos;

2. Não podem estes números e gráficos servir de argumento que leve a recuperar a estranha ligeireza de afirmações do Dr. Silva Lopes que, bem ao contrário de Sérgio Faria, não tiveram qualquer seriedade, rigor, fundamentação... competência;

3. Se Sérgio Faria queria, deste vizo, entrar na contenda em que duas forças políticas abusadamente se degladiam como se só elas existissem (é verdade que só elas têm os meios...), os atributos que lhe são reconhecidos, e que me prezo de bem conhecer, deveriam tê-lo levado a lembrar que para essa evolução das finanças do município, que ele trata e retrata, contribuiram essas duas forças uma vez que o PS em muito do que mais a influenciou não se opôs ao PSD, quer no executivo, quer na Assembleia Municipal de que SF é tão atento observador e comentador, e, já agora..., lembrar também que houve uma força política, eleita na coligação CDU, que sempre esteve contra as opções político-partidárias e suas estratégias que provocaram esta situação, e que (quase) sempre votou contra.

4 (ad-hoc, ou talvez extemporânea e desnecessária). Esta minha posição seria tomada em qualquer altura, estivéssemos próximos ou longe de 11 de Outubro e, na campanha em que já estamos mergulhados (por vezes em banho de lama que não partilharei), serve para dizer que nela estarei, de corpo inteiro, sem atacar ninguém pessoalmente, exclusivamente ao serviço do que julgo melhor para os meus vizinhos e que se traduz na candidatura CDU de que sou o primeiro da lista para a Assembleia Municipal.

domingo, 2 de agosto de 2009

Citação de Sérgio Ribeiro em Vitor Frazão - Ourém - 2

Mensagem enviada hoje por e-mail:
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Dr. Vitor Frazão,
Dou-lhe o benefício da dúvida de desconhecer a situação. Na azáfama eleitoral, que acumula com as responsabilidades de Presidente da Câmara de Ourém, compreendo que esteja a alheio a situações como a que me trazem a si. Compreendo… mas não posso aceitar!
Na secção “citações” do seu “site” de propaganda eleitoral reproduz-se parte de uma frase minha em que dou uma opinião sobre o que avalio como postura do PS em relação a um caso concreto. É inaceitável, em termos de ética. Já o seria se eu não fosse candidato de uma outra lista, mas, sendo-o como é consabido, considero lamentável que, em material de propaganda do PSD, se transforme em ataque a uma lista do PS parte truncada do que eu, que sou candidato da CDU, disse.
Chamei a atenção para o facto, por e-mail, esperando que tal fosse corrigido, com a eliminação da “citação” justificada com base na minha reacção.
Verifico, quase uma semana passada, que tal não foi feito e passo a considerar a manutenção como “citação” da minha truncada frase um abuso. Para que lhe chamo a atenção e que denuncio.
O modo como o PS e o PSD locais fazem a campanha eleitoral, com os meios que mobilizam, merece toda a minha discordância mas isso nunca me fará entrar por procedimentos que condeno. Como este que explicito e que me leva a vir solicitar-lhe intervenção. Que fique claro que não autorizei, nem autorizo, quem quer que seja usar partes de frases minhas para atacar outros. Quem o fez e persiste está a praticar um abuso de confiança.
A consideração pessoal do
Sérgio Ribeiro

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Citação de Sérgio Ribeiro em Vitor Frazão - Ourém

Numa passagem pela "página" de propaganda eleitoral do PSD para as autárquicas 2009, deparei com a reprodução de uma frase minha, como citação, retirada de uma entrevista de duas páginas que dei a O Mirante.
É evidente que quem dá entrevista se sujeita a ver usado o que diz de formas diversas, mas há critérios de ética que, quando não respeitados, configuram abusos.
A frase citada foi retirada de um contexto e, o que é bem pior, tem a intenção de ser arma de luta política contra uma terceira candidatura servindo-se de frase de um candidato de uma terceira candidatura que é aquela em que, como é conhecido, eu participo. É incorrecto, é um abuso. Que nunca cometi, nem cometerei!
As minhas opiniões e críticas ao PS ou ao PSD serei eu a fazê-las, não me servirei de bengalas, e ainda menos cometendo distorções de intenções. Exemplifico: se o PSD, ou alguém por ele, disser que o PS e a CDU serão incapazes de gerir (bem, ao serviço das populações) um município como o de Ourém, nunca iria citar essa opinião dizendo que o PSD disse que o PS é incapaz de gerir (bem, ao serviço das populações) o município de Ourém, e servir.me dessa frase truncada para a propaganda eleitoral da minha lista.
Em reacção a tal situação escrevi um mail aos responsáveis da página e, e em última instância, ao seu cabeça de lista, para que, com base nesse mail, justifiquem a retirada de tal citação do seu material de propaganda.
Espero que o façam!

terça-feira, 21 de julho de 2009

A CDU-Ourém e as eleições autárquicas

Declaração lida, ontem, na reunião com a comunicação social no Centro de Trabalho do PCP, em Ourém:



DECLARAÇÃO


A Coligação Democrática Unitária, coligação do Partido Comunista Português, do Partido Ecologista os Verdes, da associação Intervenção Democrática e de independentes, entende ser este o momento oportuno de vir afirmar a sua intenção de, de novo, concorrer às eleições autárquicas no concelho de Ourém, como o faz em todo o País.
Não obstante as dificuldades de toda a ordem – políticas, financeiras, burocrático-administrativas –, a CDU-Ourém apresenta-se a estas eleições coerente com a sua vontade de mudança nas políticas prosseguidas, quer nacional quer localmente, contra um poder central centralizador, contra uma política autárquica enquistada e clientelista.
Se desde 1976, o poder local em Ourém tem sido dominado, primeiro pelo CDS e PSD, depois só pelo PSD, a partir de certa altura com a oposição verbalista do PS malbaratando, em mandatos consecutivos, 0 facto de dispor de 3 vereadores numa vereação de 7, a CDU, e as coligações que a antecederam, nunca deixaram de procurar, com a força que os votos lhe deram, de denunciar e de intervir.
A presença de eleitos pela CDU na Assembleia Municipal, nos mandatos que os votos possibilitaram – e assim aconteceu em 5 mandatos, primeiro quando eram 35 os eleitos, depois quando passaram a ser 21 –, foi sempre uma afirmação de capacidade de denúncia, de mobilização, de esclarecimento, da participação democrática.
As actuais eleições realizam-se num quadro de inevitável mudança. E mudança é palavra usada (e abusada) com vários significados. A CDU não entra em discussões semânticas. Esta é uma questão política. E de políticas.

Há que mudar! É evidente. E é sentido pela população. Como até o é pelo partido que tem polarizado a gestão autárquica, que atinge níveis de insuportabilidade. As alterações verificadas no final do último desastroso mandato, e as divisões no seio partidário, reflectem-no.
Neste momento, também em Ourém a CDU entende indispensável a afirmação de que, face à bipolarização alternante que, como a nível nacional, se está instalando, prosseguindo as mesmas políticas, há alternativas. Há alternativas políticas porque há projectos e políticas alternativas. Também a nível autárquico. E, significativamente, vê algumas das que defende há décadas, enunciadas, apontadas mas, depois, não prosseguidas e não integrando outros programas. Porque a única motivação visível (e de que maneira, e com que dispêndio de meios!) é a de alcançar o poder. Como se ele fosse tudo, quando nada é se não for para algo ao serviço das populações.
Com as enormes dificuldades que confronta, com os escassíssimos meios de que dispõe, sendo desleal e escandaloso o que já se tornou notório na pré-campanha, a CDU vai concorrer onde lhe for possível.

Com a prioridade de manter e tentar reforçar a posição na Assembleia Municipal, que poderá, em determinados cenários, vir a ter grande importância na vida autárquica do concelho de Ourém. Por isso e para isso, a CDU vem apresentar, como cabeça de lista à Assembleia Municipal, Sérgio Ribeiro, e fazer desta candidatura o seu primeiro e principal objectivo.
A preparação de outras candidaturas a outros órgãos está em curso e a seu tempo serão anunciadas.

Ourém, 20 de Julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

terça-feira, 14 de julho de 2009

O Museu Municipal - 1ª visita

Fui logo que me foi possível. E gostei. Senti-me bem. Na "minha terra".
Uma 1ª visita. Um pouco apressada... mas muito bem acompanhada. Os dois jovens foram extraordinários. De profissionalismo e de entusiasmo. Aquele dos amadores que amam a profissão, que era o único amadorismo que o Mário Castrim admitia.
Uma 1ª visita. Que deu para ver e para comover.
O "nosso querido" Artur de Oliveira Santos, "o meu tipo inesquecível"! E a mágoa por o Henrique não ter visto aquilo por que tanto lutou e que tanto merecia ver. E ver como a memória do pai está ali honrada, não conspurcada como em tantas circunstâncias e lugares o foi.

Uma 1ª visita. Obrigado aos obreiros desta "pedra branca" no nosso concelho, tão carente delas.
E parabéns, também, pela 1ª exposição temporária. Pelo dia fora "em homenagem aos trabalhadores rurais - os que o foram e os que vão teimando"! Não podia começar melhor.

Breve voltarei! Para ver, com tempo, os registos audiovisuais.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Museu Municipal

Entretanto, do que li, fiquei retido na inauguração do Museu Municipal.

Considero um facto importante para a vida do concelho. Corresponde a um velho projecto que incluiria um itinerário turístico religioso-cultural e de que comecei a ouvir falar em minha casa quando era menino e moço.
Mas... Mas tenho, como sempre tive, receios bem fundamentados na falta de verdade histórica sobre que se construiu Fátima.

Por agora, adiante.
Por agora, saudo, com muito respeito, quem trabalhou (tanto e bem) para que o núcleo museológico exista. Vou visitá-lo logo logo que possa. Com a quase certeza de que, pelo conheço do projecto, vou gostar.

Duas observações ( e só duas são, por agora):

1. Considero um facto da maior relevância política a ausência do presidente da Região de Turismo, considerando-a absolutamente inaceitável. Se eu, que não tenho qualquer obrigação além da cidadã, me sinto com má consciência por me ter sido impossível estar presente na inauguração, como - se a tivesse... - não deveria estar o dito presidente!
2. A recuperação da designação de "cidade velha" não me parece muito feliz, mas leio-a e ouço-a com a tolerância de quem se habitou a ouvir chamar "Vila Velha" (ou só Vila) aos Castelos.