quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A formiga no carreiro

Ao ler, em a minuciosaformiga.blogspot.com, esta
Depois de se tornar insuportável a figura de Sócrates que me fez ganhar distância do PS, depois de ver os dois grandes partidos ficarem cada vez mais iguais nos princípios e nos processos, depois de ser desafiado pelo Sérgio Ribeiro para colaborar nas autárquicas... aceitei concorrer à Câmara Municipal de Ourém como independente nas listas da CDU.
Mantenho a admiração que antes tinha pelas qualidades dos outros candidatos, particularmente do Vítor Frazão e do Paulo Fonseca (não conheço o candidato do CDS-PP), mas não sigo pelo caminho deles.
Sei que o povo do concelho de Ourém não costuma manifestar grande apoio à CDU, mas tenho esperança que o meu contributo possa ser ocasião para reavaliar algum preconceito. Se mais alguns perderem o medo e a democracia ficar um bocadinho mais colorida, isso já é justificação suficiente para o meu empenho.
(Publicada por João Filipe Oliveira)
apeteceu-me fazer muitos comentários de satisfação, ou até de alegria... mas só me deu para ir ouvir o Zeca e a sua a formiga no carreiro. Quem sabe se não se tornará num hino à nossa campanha, de que serei o septagenário (o que jã não me dá grande alegria, mas pronto).


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Informação nº 1 da Coordenadora da CDU-Ourém

Depois da declaração em que foi anunciada a candidatura de Sérgio Ribeiro como primeiro da lista da CDU para a Assembleia Municipal de Ourém, a Coordenadora da CDU-Ourém, na sua informação nº 1, comunicou que no processo de formação das listas para as Eleições Autárquicas, já foi decidido:




• o primeiro da lista à Câmara Municipal
João Filipe Oliveira, professor no agrupamento de Escolas de Freixianda

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• o primeiro da lista à Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora da Piedade
Luís Neves, professor no Agrupamento de Escolas Ourém

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• o segundo da lista à Assembleia Municipal
Margarida Poeta, funcionária política

domingo, 9 de agosto de 2009

Para ficar claro

Em comentário ao "post" anterior, Joana Figueiredo veio alertar-me para
«... quanto ao ponto 3. da sua análise, sobre a evolução das finanças do município, que diz ser também da responsabilidade do PS por não se ter oposto ao PSD, quer no executivo quer na Assembleia Municipal, convido-o a consultar as actas desses órgãos, também disponíveis online, onde poderá constatar que o que afirma a este propósito não corresponde à realidade.»
De imediato lhe respondi, agradecendo e dizendo-lhe que iria consultar as actas que refere. Assim fiz, embora não exaustivamente.
Ora, que afirmei eu? Não exactamente o que Joana Figueiredi diz mas que «... o PS em muito do que mais a influenciou (à situação financeira do município) não se opôs ao PSD, quer no executivo, quer na Assembleia Municipal...» e não vejo, após esta rápida "revisão da matéria" nas actas, que o que afirmei não corresponda à realidade.
Tal como me ficou na memória, em muito do que mais influenciou a situação financeira do município o PS não se opôs ao PSD. Embora a minha referência não se limite à votação dos documentos base da gestão (orçamento e conta), nem aí essa posição não foi de tão clara oposição que me leve a corrigir o que afirmei (com 10 membros na AM, neste mandato, os membros do PS, em 7 votações, numa apenas tiveram 5 abstenções, e nas outras as votações contra foram sempre entre 5 e 7 votos da bancada do PS). É verdade que, nos debates, há afirmações claras de oposição, em nome do PS local, mas a maior parte das vezes no que considero num estéril e pouco desportivo "ping-pong", em que, do lado de quem falava em nome do PS, em muito do que mais influenciou a situação financeira do município, em vez de se opôr à gestão local, mais parecia estar em defesa da "honra de sua dama", de posições do poder central, não raro caindo (a meu evidentemente falível juízo) numa "ratoeira" em que David Catarino foi useiro e vezeiro que era a de, de forma provocatória, justificar problemas locais de gestão com actuações (ou ausências de actuação) do poder central.
De qualquer modo, reitero o agradecimento a Joana Figueiredo e não tenho qualquer dificuldade em sublinhar que não afirmei, nem afirmo, que o PS nunca se teria oposto ao PSD, e que não o tenha feito de forma que (a meu juízo...) por vezes foi oportuna e pertinente, quer no executivo, quer na AM. Mas não deixo de considerar que o PS tem responsabilidades em decisões que contribuiram para a situação financeira do município, umas vezes por apoio a posições (a meu juízo...) muito negativas, outras por omissão.

sábado, 8 de agosto de 2009

Não se trata de competência ou incompetência mas de política

Ninguém poderá acusar Sérgio Faria de pouca seriedade, de falta de rigor, de escassa fundamentação, de ausência de competência. Nesta pré-campanha autárquica, por artigos que publicou no castelo, outros ataques teve, em chusma de comentários, mas nenhum conseguiu beliscar esses seus reconhecidos atributos.
O "post" que acaba de publicar, em o.castelo.vai.nu, traz menos texto do que é habitual mas um gráfico muito interessante:

Na verdade, no Município de Ourém, "Entre 2000 e 2008, a dívida a terceiros mais do que triplicou (a dívida a terceiros de prazo curto, essa, quase octuplicou). No mesmo intervalo, a despesa mais do que duplicou. A receita é que nem tanto. Desde 2002 que a receita é claramente inferior à despesa. No acumulado de 2004 a 2008, a despesa foi superior à receita em 50 milhões de euros. Ou seja, em média, em cada um dos cinco anos últimos o município dispendeu mais 10 milhões de euros do que arrecadou. De 2004 a 2007 a dívida a terceiros foi superior à receita. Em 2008 uma e outra foram praticamente iguais (embora seja de referir que nesse exercício o município teve uma receita extraordinária de aproximadamente 5 milhões de euros, resultante da alienação de terrenos relativos aos complexos desportivos de Ourém e de Fátima à empresa MaisOurém)."

No entanto, se considero dever ser este um tema a privilegiar na campanha eleitoral, há três observações que quero deixar:

1. A competência ou incompetência de uma gestão não se avalia exclusivamente por números como estes, porque importaria juntar ao serviço do que e como se endividou a Câmara (o que, a meu ver, é revelador de incompetência, mas de outras coisas mais, que todos os números), que dificuldades exógenas teve essa gestão (como poder autárquico num contexto centralizador e, em parte, de maioria absoluta de côr adversa), como neste período o endividamento geral foi crescente, antecipando a "crise" em que estamos;

2. Não podem estes números e gráficos servir de argumento que leve a recuperar a estranha ligeireza de afirmações do Dr. Silva Lopes que, bem ao contrário de Sérgio Faria, não tiveram qualquer seriedade, rigor, fundamentação... competência;

3. Se Sérgio Faria queria, deste vizo, entrar na contenda em que duas forças políticas abusadamente se degladiam como se só elas existissem (é verdade que só elas têm os meios...), os atributos que lhe são reconhecidos, e que me prezo de bem conhecer, deveriam tê-lo levado a lembrar que para essa evolução das finanças do município, que ele trata e retrata, contribuiram essas duas forças uma vez que o PS em muito do que mais a influenciou não se opôs ao PSD, quer no executivo, quer na Assembleia Municipal de que SF é tão atento observador e comentador, e, já agora..., lembrar também que houve uma força política, eleita na coligação CDU, que sempre esteve contra as opções político-partidárias e suas estratégias que provocaram esta situação, e que (quase) sempre votou contra.

4 (ad-hoc, ou talvez extemporânea e desnecessária). Esta minha posição seria tomada em qualquer altura, estivéssemos próximos ou longe de 11 de Outubro e, na campanha em que já estamos mergulhados (por vezes em banho de lama que não partilharei), serve para dizer que nela estarei, de corpo inteiro, sem atacar ninguém pessoalmente, exclusivamente ao serviço do que julgo melhor para os meus vizinhos e que se traduz na candidatura CDU de que sou o primeiro da lista para a Assembleia Municipal.

domingo, 2 de agosto de 2009

Citação de Sérgio Ribeiro em Vitor Frazão - Ourém - 2

Mensagem enviada hoje por e-mail:
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Dr. Vitor Frazão,
Dou-lhe o benefício da dúvida de desconhecer a situação. Na azáfama eleitoral, que acumula com as responsabilidades de Presidente da Câmara de Ourém, compreendo que esteja a alheio a situações como a que me trazem a si. Compreendo… mas não posso aceitar!
Na secção “citações” do seu “site” de propaganda eleitoral reproduz-se parte de uma frase minha em que dou uma opinião sobre o que avalio como postura do PS em relação a um caso concreto. É inaceitável, em termos de ética. Já o seria se eu não fosse candidato de uma outra lista, mas, sendo-o como é consabido, considero lamentável que, em material de propaganda do PSD, se transforme em ataque a uma lista do PS parte truncada do que eu, que sou candidato da CDU, disse.
Chamei a atenção para o facto, por e-mail, esperando que tal fosse corrigido, com a eliminação da “citação” justificada com base na minha reacção.
Verifico, quase uma semana passada, que tal não foi feito e passo a considerar a manutenção como “citação” da minha truncada frase um abuso. Para que lhe chamo a atenção e que denuncio.
O modo como o PS e o PSD locais fazem a campanha eleitoral, com os meios que mobilizam, merece toda a minha discordância mas isso nunca me fará entrar por procedimentos que condeno. Como este que explicito e que me leva a vir solicitar-lhe intervenção. Que fique claro que não autorizei, nem autorizo, quem quer que seja usar partes de frases minhas para atacar outros. Quem o fez e persiste está a praticar um abuso de confiança.
A consideração pessoal do
Sérgio Ribeiro

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Citação de Sérgio Ribeiro em Vitor Frazão - Ourém

Numa passagem pela "página" de propaganda eleitoral do PSD para as autárquicas 2009, deparei com a reprodução de uma frase minha, como citação, retirada de uma entrevista de duas páginas que dei a O Mirante.
É evidente que quem dá entrevista se sujeita a ver usado o que diz de formas diversas, mas há critérios de ética que, quando não respeitados, configuram abusos.
A frase citada foi retirada de um contexto e, o que é bem pior, tem a intenção de ser arma de luta política contra uma terceira candidatura servindo-se de frase de um candidato de uma terceira candidatura que é aquela em que, como é conhecido, eu participo. É incorrecto, é um abuso. Que nunca cometi, nem cometerei!
As minhas opiniões e críticas ao PS ou ao PSD serei eu a fazê-las, não me servirei de bengalas, e ainda menos cometendo distorções de intenções. Exemplifico: se o PSD, ou alguém por ele, disser que o PS e a CDU serão incapazes de gerir (bem, ao serviço das populações) um município como o de Ourém, nunca iria citar essa opinião dizendo que o PSD disse que o PS é incapaz de gerir (bem, ao serviço das populações) o município de Ourém, e servir.me dessa frase truncada para a propaganda eleitoral da minha lista.
Em reacção a tal situação escrevi um mail aos responsáveis da página e, e em última instância, ao seu cabeça de lista, para que, com base nesse mail, justifiquem a retirada de tal citação do seu material de propaganda.
Espero que o façam!

terça-feira, 21 de julho de 2009

A CDU-Ourém e as eleições autárquicas

Declaração lida, ontem, na reunião com a comunicação social no Centro de Trabalho do PCP, em Ourém:



DECLARAÇÃO


A Coligação Democrática Unitária, coligação do Partido Comunista Português, do Partido Ecologista os Verdes, da associação Intervenção Democrática e de independentes, entende ser este o momento oportuno de vir afirmar a sua intenção de, de novo, concorrer às eleições autárquicas no concelho de Ourém, como o faz em todo o País.
Não obstante as dificuldades de toda a ordem – políticas, financeiras, burocrático-administrativas –, a CDU-Ourém apresenta-se a estas eleições coerente com a sua vontade de mudança nas políticas prosseguidas, quer nacional quer localmente, contra um poder central centralizador, contra uma política autárquica enquistada e clientelista.
Se desde 1976, o poder local em Ourém tem sido dominado, primeiro pelo CDS e PSD, depois só pelo PSD, a partir de certa altura com a oposição verbalista do PS malbaratando, em mandatos consecutivos, 0 facto de dispor de 3 vereadores numa vereação de 7, a CDU, e as coligações que a antecederam, nunca deixaram de procurar, com a força que os votos lhe deram, de denunciar e de intervir.
A presença de eleitos pela CDU na Assembleia Municipal, nos mandatos que os votos possibilitaram – e assim aconteceu em 5 mandatos, primeiro quando eram 35 os eleitos, depois quando passaram a ser 21 –, foi sempre uma afirmação de capacidade de denúncia, de mobilização, de esclarecimento, da participação democrática.
As actuais eleições realizam-se num quadro de inevitável mudança. E mudança é palavra usada (e abusada) com vários significados. A CDU não entra em discussões semânticas. Esta é uma questão política. E de políticas.

Há que mudar! É evidente. E é sentido pela população. Como até o é pelo partido que tem polarizado a gestão autárquica, que atinge níveis de insuportabilidade. As alterações verificadas no final do último desastroso mandato, e as divisões no seio partidário, reflectem-no.
Neste momento, também em Ourém a CDU entende indispensável a afirmação de que, face à bipolarização alternante que, como a nível nacional, se está instalando, prosseguindo as mesmas políticas, há alternativas. Há alternativas políticas porque há projectos e políticas alternativas. Também a nível autárquico. E, significativamente, vê algumas das que defende há décadas, enunciadas, apontadas mas, depois, não prosseguidas e não integrando outros programas. Porque a única motivação visível (e de que maneira, e com que dispêndio de meios!) é a de alcançar o poder. Como se ele fosse tudo, quando nada é se não for para algo ao serviço das populações.
Com as enormes dificuldades que confronta, com os escassíssimos meios de que dispõe, sendo desleal e escandaloso o que já se tornou notório na pré-campanha, a CDU vai concorrer onde lhe for possível.

Com a prioridade de manter e tentar reforçar a posição na Assembleia Municipal, que poderá, em determinados cenários, vir a ter grande importância na vida autárquica do concelho de Ourém. Por isso e para isso, a CDU vem apresentar, como cabeça de lista à Assembleia Municipal, Sérgio Ribeiro, e fazer desta candidatura o seu primeiro e principal objectivo.
A preparação de outras candidaturas a outros órgãos está em curso e a seu tempo serão anunciadas.

Ourém, 20 de Julho de 2009