sábado, 15 de agosto de 2009

Para amenizar

O "incidente" com a citação de uma frase minha no espaço de propaganda eleitoral de Vitor Frazão foi resolvido. E com limpeza, há que dizê-lo, e com isso me congratulo, no termo de uma troca de mails, que levou a que fosse retirada de onde, no meu entendimento, não poderia estar sem beliscar fortemente regras mínimas de bom relacionamento político-partidário.

Nem de propósito...

Tinha-me passado despercebido! Lera algumas páginas do Notícias de Ourém em diagonal, e a reportagem do "lançamento" do Complexo Escolar de Ourém ainda mais em diagonal a lera. Foi uma nota do Sérgio Faria em o castelo que me fez voltar à leitura de tal reportagem, e de nela reler o que a nota transcrevia. O estatuto que David Catarino a si se atribui, de "presidente da Câmara, não em exercício", coroa um mandato que se prolonga para além do admissível eticamente.
Fique-se, pois, sabendo o que se sabia, e que foi, em mais de uma circunstância, lembrado como situação absolutamente insustentável para o "presidente da Câmara em exercício", Vitor Frazão, que só o era - e é, ao que parece até 11 de Outubro - por suspensão de mandato do "presidente da Câmara não em exercício".
Na sua "informalidade", a intervenção de David Catarino, além de vir confirmar o que, ao ser relevado, provocou reacções de "assobio para o lado", deve ser registada como dos "factos políticos" mais tristes de que tenho tido conhecimento, nestes últimos dias. Bem recheados, diga-se em abono da verdade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

No dia 14 de Agosto de 1956 morreu Bertold Brecht

Morreu em 1956? Não me digam... Então isto não foi escrito aqui há dias?!

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha, da renda de casa,

dos sapatos e dos remédios
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e enche o peito de ar
dizendo que odeia a política.
Não sabe, o idiota,
que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos
que é o político vigarista, aldrabão,

o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A formiga no carreiro

Ao ler, em a minuciosaformiga.blogspot.com, esta
Depois de se tornar insuportável a figura de Sócrates que me fez ganhar distância do PS, depois de ver os dois grandes partidos ficarem cada vez mais iguais nos princípios e nos processos, depois de ser desafiado pelo Sérgio Ribeiro para colaborar nas autárquicas... aceitei concorrer à Câmara Municipal de Ourém como independente nas listas da CDU.
Mantenho a admiração que antes tinha pelas qualidades dos outros candidatos, particularmente do Vítor Frazão e do Paulo Fonseca (não conheço o candidato do CDS-PP), mas não sigo pelo caminho deles.
Sei que o povo do concelho de Ourém não costuma manifestar grande apoio à CDU, mas tenho esperança que o meu contributo possa ser ocasião para reavaliar algum preconceito. Se mais alguns perderem o medo e a democracia ficar um bocadinho mais colorida, isso já é justificação suficiente para o meu empenho.
(Publicada por João Filipe Oliveira)
apeteceu-me fazer muitos comentários de satisfação, ou até de alegria... mas só me deu para ir ouvir o Zeca e a sua a formiga no carreiro. Quem sabe se não se tornará num hino à nossa campanha, de que serei o septagenário (o que jã não me dá grande alegria, mas pronto).


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Informação nº 1 da Coordenadora da CDU-Ourém

Depois da declaração em que foi anunciada a candidatura de Sérgio Ribeiro como primeiro da lista da CDU para a Assembleia Municipal de Ourém, a Coordenadora da CDU-Ourém, na sua informação nº 1, comunicou que no processo de formação das listas para as Eleições Autárquicas, já foi decidido:




• o primeiro da lista à Câmara Municipal
João Filipe Oliveira, professor no agrupamento de Escolas de Freixianda

.
• o primeiro da lista à Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora da Piedade
Luís Neves, professor no Agrupamento de Escolas Ourém

.
• o segundo da lista à Assembleia Municipal
Margarida Poeta, funcionária política

domingo, 9 de agosto de 2009

Para ficar claro

Em comentário ao "post" anterior, Joana Figueiredo veio alertar-me para
«... quanto ao ponto 3. da sua análise, sobre a evolução das finanças do município, que diz ser também da responsabilidade do PS por não se ter oposto ao PSD, quer no executivo quer na Assembleia Municipal, convido-o a consultar as actas desses órgãos, também disponíveis online, onde poderá constatar que o que afirma a este propósito não corresponde à realidade.»
De imediato lhe respondi, agradecendo e dizendo-lhe que iria consultar as actas que refere. Assim fiz, embora não exaustivamente.
Ora, que afirmei eu? Não exactamente o que Joana Figueiredi diz mas que «... o PS em muito do que mais a influenciou (à situação financeira do município) não se opôs ao PSD, quer no executivo, quer na Assembleia Municipal...» e não vejo, após esta rápida "revisão da matéria" nas actas, que o que afirmei não corresponda à realidade.
Tal como me ficou na memória, em muito do que mais influenciou a situação financeira do município o PS não se opôs ao PSD. Embora a minha referência não se limite à votação dos documentos base da gestão (orçamento e conta), nem aí essa posição não foi de tão clara oposição que me leve a corrigir o que afirmei (com 10 membros na AM, neste mandato, os membros do PS, em 7 votações, numa apenas tiveram 5 abstenções, e nas outras as votações contra foram sempre entre 5 e 7 votos da bancada do PS). É verdade que, nos debates, há afirmações claras de oposição, em nome do PS local, mas a maior parte das vezes no que considero num estéril e pouco desportivo "ping-pong", em que, do lado de quem falava em nome do PS, em muito do que mais influenciou a situação financeira do município, em vez de se opôr à gestão local, mais parecia estar em defesa da "honra de sua dama", de posições do poder central, não raro caindo (a meu evidentemente falível juízo) numa "ratoeira" em que David Catarino foi useiro e vezeiro que era a de, de forma provocatória, justificar problemas locais de gestão com actuações (ou ausências de actuação) do poder central.
De qualquer modo, reitero o agradecimento a Joana Figueiredo e não tenho qualquer dificuldade em sublinhar que não afirmei, nem afirmo, que o PS nunca se teria oposto ao PSD, e que não o tenha feito de forma que (a meu juízo...) por vezes foi oportuna e pertinente, quer no executivo, quer na AM. Mas não deixo de considerar que o PS tem responsabilidades em decisões que contribuiram para a situação financeira do município, umas vezes por apoio a posições (a meu juízo...) muito negativas, outras por omissão.

sábado, 8 de agosto de 2009

Não se trata de competência ou incompetência mas de política

Ninguém poderá acusar Sérgio Faria de pouca seriedade, de falta de rigor, de escassa fundamentação, de ausência de competência. Nesta pré-campanha autárquica, por artigos que publicou no castelo, outros ataques teve, em chusma de comentários, mas nenhum conseguiu beliscar esses seus reconhecidos atributos.
O "post" que acaba de publicar, em o.castelo.vai.nu, traz menos texto do que é habitual mas um gráfico muito interessante:

Na verdade, no Município de Ourém, "Entre 2000 e 2008, a dívida a terceiros mais do que triplicou (a dívida a terceiros de prazo curto, essa, quase octuplicou). No mesmo intervalo, a despesa mais do que duplicou. A receita é que nem tanto. Desde 2002 que a receita é claramente inferior à despesa. No acumulado de 2004 a 2008, a despesa foi superior à receita em 50 milhões de euros. Ou seja, em média, em cada um dos cinco anos últimos o município dispendeu mais 10 milhões de euros do que arrecadou. De 2004 a 2007 a dívida a terceiros foi superior à receita. Em 2008 uma e outra foram praticamente iguais (embora seja de referir que nesse exercício o município teve uma receita extraordinária de aproximadamente 5 milhões de euros, resultante da alienação de terrenos relativos aos complexos desportivos de Ourém e de Fátima à empresa MaisOurém)."

No entanto, se considero dever ser este um tema a privilegiar na campanha eleitoral, há três observações que quero deixar:

1. A competência ou incompetência de uma gestão não se avalia exclusivamente por números como estes, porque importaria juntar ao serviço do que e como se endividou a Câmara (o que, a meu ver, é revelador de incompetência, mas de outras coisas mais, que todos os números), que dificuldades exógenas teve essa gestão (como poder autárquico num contexto centralizador e, em parte, de maioria absoluta de côr adversa), como neste período o endividamento geral foi crescente, antecipando a "crise" em que estamos;

2. Não podem estes números e gráficos servir de argumento que leve a recuperar a estranha ligeireza de afirmações do Dr. Silva Lopes que, bem ao contrário de Sérgio Faria, não tiveram qualquer seriedade, rigor, fundamentação... competência;

3. Se Sérgio Faria queria, deste vizo, entrar na contenda em que duas forças políticas abusadamente se degladiam como se só elas existissem (é verdade que só elas têm os meios...), os atributos que lhe são reconhecidos, e que me prezo de bem conhecer, deveriam tê-lo levado a lembrar que para essa evolução das finanças do município, que ele trata e retrata, contribuiram essas duas forças uma vez que o PS em muito do que mais a influenciou não se opôs ao PSD, quer no executivo, quer na Assembleia Municipal de que SF é tão atento observador e comentador, e, já agora..., lembrar também que houve uma força política, eleita na coligação CDU, que sempre esteve contra as opções político-partidárias e suas estratégias que provocaram esta situação, e que (quase) sempre votou contra.

4 (ad-hoc, ou talvez extemporânea e desnecessária). Esta minha posição seria tomada em qualquer altura, estivéssemos próximos ou longe de 11 de Outubro e, na campanha em que já estamos mergulhados (por vezes em banho de lama que não partilharei), serve para dizer que nela estarei, de corpo inteiro, sem atacar ninguém pessoalmente, exclusivamente ao serviço do que julgo melhor para os meus vizinhos e que se traduz na candidatura CDU de que sou o primeiro da lista para a Assembleia Municipal.