quinta-feira, 1 de abril de 2010

Congresso - 5 - sobre preparação, organização, realização, ambiente

Esta é a penúltima mensagem aqui colocada sobre o Congresso de Ourém. Aqui e no anónimo fui "passando a limpo" notas que tirei durante o congresso... antes de desaparecerem em definitivo no fundo de uns bolsos que vão passar pela máquina de lavar ou reaparecer, tempos lá para diante, papelitos já sem oportunidade e, por isso, sem préstimo. Não que pense que estas notas, agora, tenham muito préstimo...
O que quero é deixar afirmada é a minha satisfação por ter podido contribuir para uma iniciativa oureense em que senti convergir, de várias origens, a mesma vontade de se "ser útil à terra". Independentemente das divergências. Que muitas são entre alguns de nós. Mas o congresso congregou-nos e... congressámos!
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Quanto à preparação e organização, penso haver muito a conversar, ainda no âmbito da comissão organizadora. Nem tudo correu bem. Algumas coisas correram mal, e haveria que ver porquê e como corrigi-las. Pelo meu lado, tenho críticas (e auto-críticas!), e toda a disponibilidade para as colocar na mesa.
Há uma articulação Câmara (entidade promotora)-Comissão Organizadora-Secretariado que, quer na preparação e na definição (e cumprimento!) de regulamento, quer na concretização, com alguma clarificação de tarefas (como as de coordenador-responsável, moderador, relator), quer na questão fundamental (para mim) de mobilização dos oureenses, pode ser muito melhorada em iniciativas semelhantes (se as houver).
Aqui, e agora, quero apenas saudar, como aspecto que marcou o ambiente em que decorreu o congresso, a participação da Insignare, com a sua equipa de jovens, que deram cor e, sobretudo, alegria àquele espaço em que se passavam coisas, algumas naturalmente... "chatas", que eles amenizaram, bem como todo o outro pessoal de apoio logístico.
Fica este agradecimento, estritamente pessoal, pelo bem que me senti durante o Congresso de Ourém, no espaço do Cine-Teatro.
E terminarei, na próxima mensagem, com uma espécie de balanço (pessoal!) a partir de um comentário ao discurso do Presidente da Câmara.

Confusão ou talvez não

Na minha tenra idade de desportista (também praticante!), não percebia porque é que os ingleses não jogavam futebol ao domingo. Explicaram-me: era dia de reserva religiosa para os protestantes!

A televisão (e, ou: isto é, o negócio!) deu cabo dessa britânica reserva, de que já ninguém se lembra, nem sequer os guardiões da ortodoxia.

Hoje, em estados laicos (que se escandalizam com os que o não são afirmadamente) marcam-se jogos oficiais para todos os feriados menos para os religiosos e as câmaras municipais, o poder local (laico), organizam actos e eventos de culto ou de para-culto, a pretexto - mesmo que não explicitado - do negócio acima de tudo. Parece que não chegava apoiar, por maior que o apoio fosse, e se justificasse por trazer gente à terra, por promover o nome e a cultura locais.

Tudo certo (ou não?!).

Boa!

Bom trabalho.
Vou tentar não faltar... pelo menos a algumas sessões!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Congresso - 4 (o jantar dito da diáspora)


Sempre discordei do nome (e não calei a discordância). Para o Presidente da Câmara era visível o encantamento pela designação. Prevaleceu, como teria de ser - e não me queixo! -, o gosto pelo som da palavra sobre o seu significado.

É que diáspora, além do mais, tem um profundo significado, e um congresso de Ourém, com as comunidades emigrantes (informais quase todas, até porque nem sabemos de inventários), com os oureenses que existem espalhadas pelo mundo bem justificaria uma atenção para elas, e o pêso da designação implicava uma enorme responsabilidade. Diria mesmo que teria todo o cabimento um Congresso da Diáspora Oureense (embora continuasse com reticências à palavra...). Talvez até não realizado em Ourém.

Aliás, muito me lembrei de, no mandato de 1997/2001 da Assembleia Municipal, se ter ensaiado (e concretizado!) a realização de sessões temáticas do orgão, em Agosto de cada ano, a que, descentralizadamente, se ligaram os nossos emigrantes. Era para ser um começo...

O jantar em Caxarias, no sábado, foi um acto falhado deste Congresso, e não o teria sido se tivesse sido um jantar de convívio, Mas foi-o pelo que se escolheu para seu nome, e o que se quiz que representasse sem nada se ter feito para que assim fosse. A questão da Casa de Ourém, mesmo que forçadamente se considere adaptável ao tema da diáspora, não podia aparecer como recurso e merecia outra abordagem.

Esta a minha opinião, evidentemente.

Congresso - 3 (as faltas de comparência)

O Congresso foi razoavelmente frequentado.

Era importante o que se passava "no palco". O que se dizia, mostrava e confrontava como exposição e interpretação de situações e evoluções, ideias e propostas. E houve, nesse plano, muita coisa boa. Para aproveitar. Para o futuro. Se para este se quiser ter mais que um olhar.

Mas. Mas, apesar de ter havido sempre interessados "na plateia" - mesmo num domingo em que a manhã recuara para madrugada -, ainda que se tivesse esboçado, apenas esboçado..., alguma participação, de modo nenhum foi satisfatória a afluência ao Congresso.

Houve, a meu ver, faltas de comparência a assinalar. Além de algumas pessoais, de que cada um registará as que sentiu, e eu senti a de alguns que sei serem oureenses de dentro de si, não pude deixar de reparar em dois tipos de ausência:
  • as de congressistas quando não eram protagonistas;

  • as de representantes cimeiros de estruturas partidárias locais.

Congresso - 2

Foram dias intensos. Intensamente oureenses. Para quem assim vive. Para quem assim os viveu. Pena não sermos mais. Era preciso termos sido mais!
Em que, pré-congresso, as freguesias mais uma vez se mostraram, na mostra do que são - e do que poderiam ser -, as escoras de todo um ordenamento administrativo, dependente de interesses partidários e do que estes servem. E que continua por completar porque falta um escalão intermédio fundamental. Descentralizar é difícil. Mas é possível em democracia e sem descentralização não há verdadeiramente democracia.
Foi bom ter-se «congressado». Muito melhor poderia ter sido. Muito mais terá de ser!
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Os filósofos têm apenas interpretado o mundo

de maneiras diferentes;

a questão, porém, é transformá-lo.

(11ª das Teses sobre Feuerbach, de K. Marx)



domingo, 28 de março de 2010

Congresso

Dois dias de congresso.

Por agora, só o cansaço e a satisfação por ter ao fim.

De ressaca e a digerir...Há tanto para congressar!