terça-feira, 18 de maio de 2010

Éramos 14 e conversámos!

Éramos 14 e conversámos!
Dos 14, 6 eram militantes e 8 não o eram. E conversámos. Trocando, abertamente, impressões e opiniões.
Foi um bocado de tarde bem passada. Útil e agradável.
Havia outras coisas interessantes na cidade. Ainda passei pela FESTAMBO e gostei de (ou)ver o que (ou)vi… Mas tinha de escolher. E, apesar de ter estado (e beneficiado) em outras iniciativas, privilegiei a “nossa”.
Éramos 14. E vimos um documentário muito interessante e duro sobre a violência. E conversámos! Sobre temas da maior actualidade. E pertinência. Sobre a desigualdade (e as violências) com pretexto na diferença sexual, E outras coisas. Nossas.
A conversa foi… estimulante.
Há que a continuar!

domingo, 16 de maio de 2010

FESTAMBO

Motivos de saúde familiar (nada de grave... além da idade que avança, ao que se nota...), estão a impedir-me de acompanhar, como desejaria, algumas actividades que - congratulo-me - se vão realizando por Ourém.
Queria referir-me, particularmente, à noite de ontem, no Largo Mouzinho de Albuquerque, no âmbito da FESTAMBO. Terá corrido muito bem... ainda bem! Que assim continue.

terça-feira, 4 de maio de 2010

De onde sou eu?

Este "post", que foi escrito para outro "blog", saiu aqui inadvertidamente. Inadvertidamente? Talvez não... porque é do Zambujal e de Ourém que escrevo. Por isso, fica.
Vivo aqui. Os meus vizinhos são aqueles com quem vivo paredes meias, mesmo que as paredes não sejam a meias porque campos as separam. Mas é a gente com quem me cruzo todos os dias, ou quase todos, nestes caminhos que são os da vida.
É com quem quotidianamente convivo… Damo-nos as salvações, oiço-lhe as vozes ou os carros quando passam na estrada, às vezes (e não poucas!) provam amizade ao trazer-me premissas, ovos, uma galinha, azeite, um garrafão do vinho novo. Não para “pagar favores”, que o único favor que lhes faço é ser seu vizinho, com eles conviver e, por isso, ser solidário quando há razões para mostrar solidariedade.
Alguns são velhos amigos. Do tempo de cachopada, de adolescência, de dias inteiros passados atrás de uma bola, ou à porta do Xico ou no Campo de S. Sebastião, de adultos nos descobrirmos. E de sempre nos reconhecermos.
Mas, por vezes, sinto que há mundos a separarem-nos. Não as paredes meias, nem os campos e campos, mas vivências que nos aproximaram esporadicamente e nos afastaram insanavelmente. Nunca fui o senhor economista, ou o senhor deputado, ou o senhor doutor, mas sou o doutor (e o comunista), tenho mais livros e jornais em casa que toda a aldeia junta, sei de coisas e falo de coisas que não são as coisas que eles sabem e de que eles falam.
Queria tanto estabelecer pontes! Procuro-as, mas pouco encontro para além de uns copos e das recordações comuns. Falar o quê?, de quê?, falar do PEC?, argumentar pelo sim à IVG (e em que condições), e ouvir de resposta «valha-me Deus, que pecado!, tirar a vida a inocentinhos…» pela boca de quem fez sabe lá quantos desmanchos com a graça de deus porque sobreviveu aos enormes riscos?, conversar com professores que por aqui procuram a tranquilidade e nada dessas «coisas da política»?
Mas em que mundo vivo? Não é neste e com esta gente, de que sou e de que gosto de ser?

A Dora, com a minha mãe e as irmãs Luisa e Maria "Santo Amaro", numa foto de há mais de meio século

Tudo isto viaja dentro de mim, mas um dia destes bateu-me violentamente à porta (por esse lado de dentro). Morreu a Dora! A Maria da Adoração Costa, uma vizinha que foi bem mais que vizinha, e de cuja morte apenas soube umas horas depois do enterro. E tinha estado aqueles dias em casa, com o carro visível, se calhar entrando e saindo para pequenos percursos nele montado ou a pé. Ninguém me disse nada!
A Dora era uma muito jovem mãe solteira que vivia com a mãe no Vale da Perra e que, numas férias, veio trabalhar cá para casa, para “criada”, como então se dizia. Veio à experiência, agradou à minha mãe, foi para Lisboa connosco.
Há 60 anos! E ficou anos em nossa casa. Não sei quantos. Quantos quis, até mudar de querer, de vida, de estado. Casou com o Zé da Barroca, velho amigo de futeboladas e festas de aldeia, de quem teve mais dois filhos, e que cedo «foi para adubo», como ele dizia.
Depois, quando a minha mãe precisou de quem a tomasse a seu cuidado, e antes da solução inevitável da ida para um lar, o de Vilar dos Prazeres, onde eu a visitava quase todos os dias até à sua morte, aos 96 anos, ainda foi da Dora que me lembrei e com ela se tentou a continuação da vida na casa da Rua do Sol, e foi como se duas amigas se reencontrassem.
E muitas vezes nos encontrávamos, até porque ela tinha, com outras senhoras vizinhas, o hábito de dar passeios para «fazer bem à saúde», e connosco se cruzava.
E, agora, morreu a Dora e eu apenas soube umas horas depois do enterro. Queria ter-me despedido dela, dar um abraço aos filhos, filha e netas.
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De que mundo sou?, com quem convivo?

domingo, 2 de maio de 2010

Crónica de uma auditoria adiada e de um caso paralelo (mas só no início…)

A reunião da Assembleia Municipal de 30 de Abril decorreu sob o signo da ausência dos resultados da auditoria. Tudo converge na gravidade dessa ausência.
Antes de mais, porque a sua necessidade e urgência foi um dos lemas mais usados na campanha eleitoral pela candidatura do PS, i) pelo conhecimento directo e interno (3 vereadores em 7 eleitos no executivo), ii) pelos sinais exteriores, iii) pela afirmação do pressuposto de que, a ganhar as eleições, iria herdar uma situação calamitosa a exigir intervenção ao jeito de “terapia de choque”. Para esta, o conhecimento rigoroso da situação, e o testemunho e aval de entidade exterior, seria da maior necessidade.
Tanto assim que começou por se ligar a auditoria a outro lema da campanha, o Congresso de Ourém, logo marcado para Janeiro. A tempo foi evitada essa incongruência, e a tempo foi decidido que o Congresso fosse adiado e desligado da auditoria, embora os seus resultados se considerassem de grande utilidade como contributo para o Congresso.
Na semana em que se realizou o Congresso, em entrevista ao NO, o Presidente da Câmara admitiu a possibilidade de levar tais resultados ao Congresso, ou que os apresentaria na semana seguinte. Mas essa semana passou e outras passaram, até passar mais de um mês, e os documentos de prestação de contas e os previsionais, o orçamento, tiveram de ser apresentados à Assembleia Municipal na ausência dos tão necessários resultados da autoria.
Da auditoria, sabe-se a quem foi adjudicada – a uma empresa transnacional, a “major international accounting and consulting firm”, diz a net –, sabe-se o custo – quase 75 mil euros (decerto mais IVA) –, sabe-se de 12 milhões de euros que é preciso pagar a curto prazo. É manifestamente pouco. E obriga a esperar para Junho, apesar de terem sido aprovados, por unanimidade, a prestação de contas - francamente mais favorável do que previsto -, e os documentos previsionais (estes apenas com 16 votos a favor e 19 abstenções – uma delas com a afirmação explícita de ser um não-voto… à espera de Junho –, o que tem um grande significado).
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Acontece que no 1º de Maio, sendo como sou deste distrito, fui a Santarém à manifestação sindical e encontrei-me com um membro da AM de Alpiarça, que também reunira na véspera. Trocámos impressões sobre as duas situações, até certo momento idênticas.

E, na conversa a passo de marcha, fiquei a saber mais sobre Alpiarça que sobre Ourém!...
Em Alpiarça, a CDU, pelo conhecimento que tinha da gestão PS na Câmara – como o PS-Ourém da gestão PSD –, também fez uma campanha falando da necessidade de uma auditoria. Ganhou as eleições. Contratou uma auditoria.
A partir daqui, tudo foi diferente: a auditoria foi adjudicada a uma empresa de Évora, a POCAlentejo, por 4.800 euros (não me enganei: 15 vezes menos que a Deloite!). O trabalho foi feito – e está a ser continuado –, serviu para a “prestação de contas”, e de tal modo que os eleitos do PS no executivo votaram contra essa prestação de contas que, aliás, era de exercício seu em quase 10 de 12 meses, a auditoria colaborou activamente na elaboração do "orçamento e grandes opções para 2010", e na prospectiva estratégica para o município. Mais (e significativo de transparência): os membros da AM têm conhecimento do relatório da empresa de auditoria. O relatório aborda:

a. As medidas tomadas pelo actual executivo para identificar, regularizar e quantificar a situação económica e financeira do município, nomeadamente ao nível do seu endividamento e endividamento líquido;
b. Demonstração dos níveis de endividamento e endividamento líquido do município, quantificando os valores e percentagem em que estes ultrapassam os limites legais e quais os parâmetros que se encontram violados nos termos do Decreto-Lei 38/2008, de 7 de Março.
c. Enquadramento da situação de desequilíbrio.
d. Análise da situação orçamental, financeira e económica.

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Ao assunto voltarei, sublinhando que estou a falar de coisas muito sérias!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

De regresso (sem, na verdade..., ter saído)

Dado o facto de estar a deixar mensagens noutros "blogs", em que dou notícias de Amsterdam, que não se duvide que sexta-feira estarei na Assembleia Municipal. Aliás, tenho ocupado o meu tempo livre desta curta visita - de 2ª a 5ª - a estudar a "ordem de trabalho" e a aproveitar as informações e comentários de um novo "blog" sobre Ourém, que, como era de esperar, já deu importantes contributos.
Hoje, por exemplo, folheei (!?) na net o anuário financeiro dos nunicípios portugueses relativo a 2008, cotejei-o com a "prestação de contas" do nosso município relativas a 2009, e encontrei coisas curiosas e quase surpreendentes porque as esperava bem diferentes, sobretudo no que respeita ao posicionamento do município de Ourém no quadro (de 2008) dos municípios portugueses.
Ah!, a falta que está a fazer uma anunciada auditoria...
... e como gostaria que o interesse e a participação dos municipes fosse outro, e levasse muita gente a estar presente, a ouvir e a intervir no último ponto da ordem de trabalhos!
Sim, porque a todos diz respeito e todos podem (e deveriam) participar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um novo espaço sobre Ourém

Registo!
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Sérgio Faria, que dele é o nome para que conste, abriu um novo espaço: este.


Para (continuar a) partilhar com outros o seu desassossego de ser oureense.

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E registo-o com grande satisfação.