quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Isto de auditorias às auditorias e trabalhos afins...

No Correio da Manhã:

«(...)
AUDITORIA REVELA ESTUDOS SEM UTILIDADE PRÁTICA

Uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) aos 134,1 milhões de euros gastos pelo Estado em estudos, pareceres e consultoria entre 2004 e 2006 concluiu que apesar de o sector público dispor de 96 órgãos ou serviços com funções de natureza consultiva, os gabinetes ministeriais e organismos por si tutelados recorrem a entidades externas para a realização deste trabalho. O TC refere que não foi avaliada a necessidade de os realizar, como sublinha o facto de 41,4% dos trabalhos encomendados não terem tido qualquer aplicabilidade prática.»
.
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Estudos, pareceres, consultorias, a que se podem juntar algumas auditorias...
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(desculpem lá, mas achei piada aos 41,4%...
nem mais de 40%,
nem perto de 42%,
nem quase metade...
41,4%!
é cá um rigor...
porque é que não se diz tantos em tantos?.
isso sim, seria rigoroso.)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Porque será?

Porque será que miradouro, o repositório dos blogs oureenses em ocastelo, que tão prestimoso serviço de informação nos presta, e que tão prestes é, sempre, nas transcrições, demorou tanto tempo a reproduzir resumos das últimas mensagens de sobre-ourém ?
Mistérios. Ou talvez não!

terça-feira, 20 de julho de 2010

sobre ourém, alô, alô!

Quem quiser informar-se com seriedade e profundidade das "coisas oureenses", de como vamos indo por cá, deve ler a série de mensagens deixadas por Sérgio Faria no seu blog sobre-ourem.blogspot.com.
É certo que são textos extensos, numa escrita densa, que muito aprecio pela qualidade e rigor, que exigem tempo e gosto de leitura, e disponibilidade, que tanto minguam. Mas que deveriam ser lidos e reflectidos, muito particularmente por quem é responsável pelas expectativas que criou, expectativas que muito custará, também a quem não teve ilusões, ver transformarem-se em desilusões.
Por mim, diria que ficam como avisos sérios à navegação e aos navegadores, como contributos empenhados (e magoados), como "cantigas de amigo" ausentes de "escárnio" e de "mal-dizer". São mensagens contra o privilégio da imagem, sempre efémera.
Acrescento, em nota muito pesssoal, que as tomei como muito úteis elementos para a indispensável (e desejavelmente permanente) auto-crítica sobre a intervenção como eleito na Assembleia Municipal. Por Ourém.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Andamos a brincar à democracia e à informação?


“… à revelia de uma fundamentação séria
e susceptível de criar dinâmicas de desinformação,
pouco rigorosas
e por isso negativas para a harmonia social
do Município de Ourém”

(IC9, Festas de Ourém e Auditoria,
comunicado de 29 de Junho de 2010,
assinado por Paulo Fonseca,
Presidente da Câmara Municipal de Ourém)



3 questões-prévias:



  1. Tenho os maiores respeito e admiração por quem se disponibiliza para o trabalho colectivo, ao serviço das populações que integra e que, por isso, aceita representá-las institucionalmente;

  2. Tenho idênticos respeito e admiração por quem, no desempenho das suas obrigações profissionais, é cumpridor, sério… é profissional, numa palavra;

  3. Nutro sentimento inverso por quem faz da política carreira pessoal e por quem faz da profissão “ganha-pão” à míngua de consideração por si e pelos outros.

    O comunicado de que extraí a frase que transcrevi em antelóquio entristece. Porque ilustra, de forma exemplar o que a frase, justamente, estigmatiza: não tem fundamentação séria e é, ele em si-mesmo, susceptível de criar dinâmicas de desinformação, pouco rigorosas e por isso negativas para a harmonia social do Município de Ourém.
    Que fazer? Calar e deixar andar, como tantas vezes apetece? Não sou capaz! Nunca fui…
    Sobre as Festas (que tive a oportunidade de referir elogiosamente), só há que dizer que, no comunicado, o curto trecho e as contas excedem-se no pomposo, no auto-elogioso e na total ausência de rigor. Aquelas contas (e aquele “pragmatismo paradigmático”) não se apresentam a não ser a gente que não se respeita, que se toma por parva…
    Sobre o IC9, por desagradável que seja o tom, adiante… aguarde-se.
    Quanto à auditoria, em que ficamos? Em que números se pode confiar, se alguns há? Onde o rigor? Uma dúvida tenho sobre quem pior fica nesta fotografia: se a Câmara que “encomendou”, se a empresa que cumpriu a “encomenda”.
    Na Assembleia Municipal das vésperas do comunicado, o Presidente da Câmara disse que a 31 de Outubro de 2009 estavam inscritos na contabilidade 34.110,9 mil euros de passivo (deveria quer dizer de «dívidas e acréscimo de custos»), disse que depois foram arrolados 15.594,6 mil euros de «compromissos» e um conjunto de «ajustamentos» no valor de 2.492,4 mil euros, o que – estranhamente – disse perfazer 69.225,8 mil euros (34,1+15,6+2,5 dá 52,2 e não 69,2 milhões!). A esse valor, na informação à AM, o Presidente da Câmara retirava 13.284,4 mil euros de «proveitos diferidos» concluindo que a dívida da Câmara ascendia a 55 milhões de euros, e este número passou a ser o adoptado. Ora, no comunicado de 29 de Julho, os valores das «dívidas e acréscimos de custos», dos «compromissos» (antes dos «saldos ajustados») e dos «proveitos diferidos» conferem, mas não se descobre como chegar aos 55 milhões de «dívida». Nem uma interpretação benévola (?) do «mistério» dos «proveitos diferidos» nos explicaria esses números que deveriam ser apanágio do rigor tão apregoado e tão mal tratado.
    Sublinhe-se que «proveitos diferidos» são «receitas verificadas no exercício cujo proveito deva ser reconhecido nos exercícios seguintes», e estes oureenses são mesmo um “mistério” (pelo menos, para mim). Diz o relatório da auditoria: «Até à data deste relatório não obtivemos resposta de algumas entidades gestoras de subsídios concedidos ao nosso pedido de informação sobre os referidos subsídios, pelo que não nos é possível concluir quanto a eventuais impactos nas demonstrações financeiras em resultado desta situação» mas, de qualquer modo, nunca poderiam entrar em contas de somar e de diminuir de «dívida da Câmara». A juntar ao caso da Mais Ourém, e – talvez… – a outros, era destes esclarecimentos que se esperaria nos resultados de uma auditoria «encomendada» a tão conceituada (e excelentemente remunerada) empresa.
    A última frase do comunicado de 29 de Junho é tão merecedora de transcrição como a que já transcrevi: «Após estas fases processuais normais o executivo estará em condições de apresentar em reunião de Câmara a sua declaração politica final sobre esse assunto e, posteriormente, a disponibilizará ao público interessado uma vez que integrará a acta da reunião, que estará disponível no portal oficial do Município».

Ou seja: quem quiser saber, vá ler à net, ao portal oficial do Município! Não!, isto não coincide com os nossos conceitos de democracia e de informação!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sei lá porquê (ou sei?)

Já houve amigos que me perguntaram «mas porquê essa "doideira"?... tu nem nasceste lá... e, ainda por cima, ...". Corto-lhes "o pio", não deixo sair o que poderia vir a seguir e já adivinho: «não nasci "lá" porque o meu pai ainda não tinha carro... mas estão "lá" as minhas raízes e tenho-as bem fundas...».
E pronto. É assim. Talvez uma daquelas irracionalidades (e às vezes tem sido) que nos caracterizam. Mas que terão as suas explicações.
Uma que me saltou agora. A mexer em papéis. Como sempre
Quando comecei a saber ler, escrever e contar, o meu pai quis (ou deixou que) o ajudasse no seu trabalho. Que era com papéis.
E se em tudo na sua vida havia Ourém, no trabalho também. Nos produtos "marca Ribeiro", cadernos, papel de carta, carteiras para 5 envelopes/5 cartas, blocos, e coisas dessa, Ourém estava presente e dominava. Havia, é verdade, as "marcas" Diplomata e Selecto (para "certas clientelas" que queriam escrever em papel "especial" cor de rosa ou azul clarinho...), Sergito e Miúdo (eu, pois então)... mas a de Ourém era sempre e mais. No meio disso cresci e comecei a trabalhar.
Por exemplo (onde estarão tantos outros que tenho na memória e em que não tropeço na enxurrada da vida que tudo leva menos as recordações antigas?)

domingo, 6 de junho de 2010

Castelo de Ourém (pormenor) - António Flor

E-mail amigo fez-me chegar a 30 de Maio, com desejos de boa semana, esta foto a que tivera acesso. Assim se começa uma boa semana (obrigado!). Que nem sei se o teria sido...
Estes castelos (insisto no plural) fazem parte da minha vida. Quando os vejo ao Km110 da A1 "estou em casa" (e, sobre este sentimento meu, há um texto, lido a 24 de Novembro de 2005, que é inapagável em mim).

Esta foto "mexeu" comigo. Aqui está! O autor é António Flor.
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Castelo de Ourém (pormenor)
Pentax 645 + super –
Takumar 45mm + filtro laranja
Película: Fuji Acros 100