quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O que eu disse sobre Artur de Oliveira Santos foi...

... entre outras coisas...
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«... se tivesse de escolher uma figura histórica para estar em qualquer lista entre aqueles que conheci e de que sinto a obrigação e o gosto de falar, nessa lista estaria Artur de Oliveira Santos. E nenhum outro andou comigo ao colo, ou me sentou, como se pode ver (mal) no 10º almoço dos oureenses, nos seus joelhos. Aliás, bem ossudos.»
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... como, aliás, se pode ouvir no blog sobre-ourém, a partir do "post" olocado por Sérgio Faria.

domingo, 14 de novembro de 2010

Aconteceu no Museu!


Depois da excelente exposição de Poças das Neves, perante uma sala cheia, com familiares e amigos - quase todos comovidos na lembrança de um homem bom e tão vilipendiado - dei alguns modesto testemunho, de que escolho um :

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«(...) se tivesse de escolher uma figura histórica para estar em qualquer lista entre aqueles que conheci e de que sinto a obrigação e o gosto de falar, nessa lista estaria Artur de Oliveira Santos. E nenhum outro andou comigo ao colo, ou me sentou, como se pode ver (mal) no 10º almoço dos oureenses, nos seus joelhos. Aliás, bem ossudos (...).»

Plenário de militantes e amigos do PCP


terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Poraqui-por Ourém

Pelo Zambujal.
Hoje é o dia do bolinho.
Um dia importante. De vizinhança, de convívio, de solidariedade. Para todas as idades, com a miudagem a ser o cimento que nos une.
Como todos os anos, já sobre ele escrevi.
Quem estiver para isso, pode ler em o anónimo do sec.xxi.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pontos onde devem ser postos

Dizia um amigo meu, um bocado para o "minhocas"... acrescente-se, que isso de pôr os pontos nos is é um disparate porque o i já lá tem o ponto e mais um, em cima daquele que dele é, fica sempre a mais.

Lembrei-me disto por causa da capa do Notícias de Ourém de hoje. A grande chamada noticiosa é para uma foto da escola da Atouguia e... pontos nos is. Com merecimento de grande relevo no interior, na "página mais nobre", a página 3.

E assim de repente, vi-me no meio de um vulcão político à escla oureense, com o sr. presidente da Câmara a fazer das suas vulcânicas afirmações. Pelo que quero... fazer o ponto da situação sem colocar nenhum sobre o meu i (que já lá o tem...), até porque, dado o meu longo passado conspirador, não quero ver-me metido neste caso, ao que parece com atribuidos contornos conspirativo/subversivos.

Duas pessoas vizinhas e amigas passaram aqui por casa e convidaram-nos para irmos a um almoço de recolha de fundos e solidariedade para a escola da Atouguia. Disse logo que sim, se não tivéssemos outra obrigação maior. Ainda me pediram para falar ao Chichorro. Assim fiz e, como o Roberto também estava livre e disse que sim, lá fomos os três. E até levámos uns livros para reforçar a solidariedade.

Salão paroquial cheio, um ambiente agradável. Estranhei a ausência de alguém da Junta, mas disseram-me que o presidente tinha ido à pesca (ou foi à caça?). Tudo bem. Sublinho a presença de um deputado (e presidente da concelhia de Ourém do PS, se me não engano), mas não nessas qualidades, nem delas fazendo alarde, o que achei muito positivo.

Afinal, estava a participar num "caso" (que caso?), numa "coisa do outro mundo" (oh!, sr. presidente!)...

Se do almoço resultou uma significativa angariação de fundos para bons fins, se motivou um esclarecimento para quais os canais competentes para solucionar problemas, se provocou uma visita urgente das entidades oficiais para resolverem situações que estavam a precisar de ser resolvidas, ainda bem. O que era desnecessário era carregar os is com uns pontos destes em cima.

Todos sabemos que a imagem em política é importante, mas não vale exagerar!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

As PPP em Ourém

Uma das “lebres” que este momento político levantou foi a das parcerias público-privadas (PPP), “fórmula” e designação curiosas que surgiram com grande impacto, particularmente em autarquias em busca de saídas de becos financeiros (ou de avenidas de oportunidades nem todas autárquicas e confessáveis…). O facto é que as pobres das PPP foram agora acusadas de algumas malfeitorias responsáveis pela situação de que se conhecem quais a causa e a responsabilidade - que não se querem reconhecer, nem à lei... do “Far-West”.
Não resisto a trazer um desses impactos PPP.
A uma reunião da Assembleia Municipal de Ourém do início de 2008, o então Presidente da Câmara trouxe a proposta de criação de uma PPP e, para explicar a “novidade”, fez-se acompanhar por um técnico desses que agora há que sabem muito de coisa nenhuma, que fez uma exposição de 55-minutos-55 a apresentar a mezinha (acta: «No intuito de caracterizar, em breves traços, o modelo “PPP – Parceria Público Privada”, esteve presente o Dr. Henrique Albuquerque que abordou de forma clara o fundamento do modelo referido, o qual está a ser implementado tanto em Portugal como em outros países europeus.»)
Na votação que se seguiu, dispensei-me – por falta de tempo! – de rebater a dissertação professoral que chumbaria qualquer aluno, e fiz, antes de votar, uma intervenção que me parece ter, agora, mais oportunidade que então:
Acta: «(...) Julgo compreender perfeitamente as motivações do senhor Presidente da Câmara. Há que ultrapassar, para a realização destes seus projectos, procedimentos administrativo-creditícios que já nem empresas municipais conseguem comportar, e vá de entrar pelo direito privado, com uma sociedade comercial anónima. No entanto, se não se põe em causa a utilidade de tais equipamentos, tudo o mais agride a nossa concepção de fim público e de uso colectivo. Por outro lado, há, ainda a questão prévia de ser feita tábua rasa da eventual articulação com cenários de verdadeiro mecenato, de que se conhece a predisposição e a possível parceria com colectividades, e a proposta poderia ficar pela construção evidentemente com benefício para os tão-só construtores, havendo outras modalidades para tudo o resto. Mas passemos adiante.
Considero que a prossecução de fim público e uso colectivo através de uma sociedade comercial anónima de direito privado representa uma verdadeira demissão do sector público das suas mais nobres funções. Citaria – vejam lá quem!... – o professor Adriano Moreira que disse que vivemos numa verdadeira teologia do mercado. Não obstante, haverá quem não venda a alma ao negócio para conseguir quaisquer que sejam os objectivos.
Senhora Presidente, Rimbaud falou do pobre turista ingénuo que, indiferente aos horrores económicos, tremia à passagem de cavalgadas e hordas. Turista não sou, ingénuo já deixei de ser, em nada me é indiferente o horror económico, de que Viviane Forrester fez um título de um livro que é um libelo. Nós, eleitos pelos nossos concidadãos para defender o interesse público, não podemos aceitar que não haja critérios diferentes para o que é – e com toda a legitimidade! – o interesse privado e para o que é o interesse público. Como perguntava Forrester: deixará de ser útil a vida do que não dá lucro aos lucros?
Como é evidente, e não obstante a compreensão para quem não encontra saídas senão no pragmatismo e para quem acha que deixou de haver almoços grátis, não aceito este caminho e votarei contra. Por princípio!
E basta.”

Esta intervenção foi transcrita na acta e, na reunião seguinte, no ponto de aprovação da acta anterior, tive de corrigir:
«(…) na página dez, décima quarta e décima quinta linhas as expressões “… em breves traços…” e “…de forma clara…” não deveriam figurar pois, no seu entender, a intervenção feita pelo Dr. Henrique Albuquerque (sobre os PPP) não foi breve nem clara, pelo que estes adjectivos deveriam ser retirados.»