terça-feira, 1 de março de 2011

Uma certa maneira de dar informação

É sabido, e permanentemente lembrado, que o grande problema do executivo de Ourém é a sua situação financeira. Por isso mesmo, seria de esperar que, na “comunicação escrita” (e integralmente lida) do sr. Presidente da Câmara à assembleia Municipal, o tratamento da “Gestão Financeira” prevalecesse.
No entanto, mostrando outras preocupações, o sr. Presidente da Câmara apenas dedicou dois parágrafos a tal capítulo, dizendo no segundo:

“As despesas totais realizadas denotam um decréscimo ligeiramente superior a 4,7%, face ao volume verificado no período homólogo do ano anterior. Ao nível das diminuições absolutas mais significativas, destacam-se a aquisição de bens (-648,1 mil euros), a aquisição de serviços (-1,7 milhões de euros), os juros e outros encargos (--339 mil euros), as transferências correntes (-657,4 euros*) e a aquisição de bens de capital (-4,7 milhões de euros) Segue em anexo informação mais detalhada da situação financeira do município.”
• - trata-se de erro pois são -657,4 mil euros)

Na verdade, foi distribuída, no começo da sessão, uma informação interna de 14 mais 7 páginas sobre “Situação económico-financeira do Município em 31 de Dezembro de 2011* - Breve relato à Assembleia Municipal de Fevereiro/2011”
• - trata-se de erro pois refere-se a 31 de Dezembro de 2010.

Pois seria desta informação interna que o sr. Presidente da Câmara deveria ter retirado o que de mais significativo fosse para informar, particularmente a Assembleia Municipal. Não foi isso que fez. Apenas referiu as “diminuições mais significativas” logo passando a outro assunto, saltando sobre o que segue na informação interna:

“Em oposição, destacam-se aos aumentos absolutos verificados nas despesas com pessoal (+2,3 milhões de euros), as transferências de capital (+1,2 milhões de euros) e os passivos financeiros (+ 1 milhão de euros).”

Mas nem é a falta deste curtíssimo parágrafo que se sublinha, apesar de todo o significado da omissão.
O que parece verdadeiramente relevante é que, na diferença entre as despesas realizadas e as despesas pagas, a situação se tenha degradado substancialmentee.

Na verdade, segundo os quadros 4 e 5, enquanto em 31.12.2009 a diferença entre a despesa realizada e a despesa paga era de 4,6 milhões de euros (4590697,54) nas Despesas Municipais e de 3,8 milhões de euros (3796655,949 na evolução das Grandes Opções do Plano, passaram, em 31.12.2010, para 7,3 milhões de euros (7328788,83) e 6,6 milhões de euros (6560093,41), o que representa agravamentos na diferença entre o realizado e o pago de 2,7 milhões de euros (2,737991,29) nas Despesas Municipais e de 2,8 milhões de euros (2763437,47) nas grandes Opções do Plano, ou seja, mais 59,6% e mais 72,8%, respectivamente. O que tem a maior importância na informação sobre a gestão financeira!

Para um executivo que tanto se queixa da situação financeira e tanto fala de transparência, não se pode dizer que estejamos perante um caso de coerência.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Biblioteca Municipal de Ourém - Som da Tinta

Memórias do Som da Tinta.
Ecos...
Uma iniciativa da Câmara.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os resultados eleitorais em Ourém

Uma "leitura" ou uma "arrumação"


"Leria" assim, cotejando com as eleições de há 5 anos:

os eleitores, não só em Ourém mas estes "números oureenses" ajudam esta "leitura" com base nesta "arrumação", exprimiram o seu protesto (ou mais do que isso, e até alguma desorientação), o seu cada vez maior desinteresse e desconhecimento dos mecanismos democráticos:

- com os votos em branco - mais 304,5% do que em 2006 - , a que se podem juntar muitos dos votos nulos - mais 129,2%;

- abstendo-se - acréscimo de 73,2%, embora este número também reflicta um anormal acréscimo de eleitorado - +14,0% -, ainda que a diminuição do número de votantes seja significativo - -13,1%;

- com o voto em Fernando Nobre e em José Coelho, com números muito elevados - 2309 e 573, respectivamente -, sem cujas candidaturas, "leio" que muitos dos eleitores que neles votaram se teriam abstido, votado em branco ou nulo e, talvez, alguns em Francisco Lopes;

- apesar dos números muito baixos, foi signifificativo o acréscimo de 90 votos na candidatura apoiada pelo PCP-PEV-ID, representando +23,6% relativamente a 2006;

- em contrapartida, as quedas das candidaturas apoiadas pelos partidos PSD-CDS e PS-BE não podem deixar de ter significado político relevante.

Claro que aceito - e me congratularia com -

todas as reservas e oposições a esta "leitura"

das eleições em Ourém,

que também fiz nacional e distritalmente

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A "festa de amigos" a Joaquim Gonçalves

Tenho, à partida, uma grande simpatia por todos os autarcas. Admiro e respeito quem está disponível para trabalhar em representação democrática dos outros, ainda que alguns venham a desmerecer respeito e admiração por outras motivações (ou desvios) que prevaleçam sobre essa disponibilidade.
Soube da homenagem a Joaquim Gonçalves de forma insólita. Regressava a casa de uma exultante sessão da campanha de Francisco Lopes, em Alpiarça, e apanhei a saída do jantar de homenagem ao autarca que fazia 25 anos de exercício de mandatos.
Ainda hesitei em sair do carro e dar um abraço ao amigo que me fizera parar, e ao próprio Joaquim Gonçalves, de quem tenho pelo menos 10 anos de companheirismo e bom relacionamento na Assembleia Municipal.
Mas a referência à presença de Jorge Lacão nessa “festa de amigos”, fez-me seguir em frente porque essa presença lhe dava à reunião um carácter diferente…
E vejo, hoje, no Notícias de Ourém, que tinha razão.
1º - porque “a festa com gente de todos os quadrantes políticos” excluiu um quadrante político, o meu… porquê?, porque sofremos de sarna ou outra doença contagiosa?;
2º - porque houve, claramente, um aproveitamento político-partidário-institucional que, por exemplo, fez com que não falasse ninguém em nome da força política pela qual ele Joaquim Gonçalves foi eleito 6 vezes.
Ao que parece, terei oportunidade de dizer, na Assembleia Municipal, o que penso sobre quem exerce, dedicada e honestamente, um cargo de presidente da Junta de Freguesia há 5 mandatos e vai no sexto.
Mas, oh!, meus amigos, há uma coisa chamada ética! Em política, sobretudo em política, não vale tudo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Informação ao vivo

Amanhã, Francisco Lopes estará no distrito - Torres Novas, Tramagal, Entroncamento, terminando com um comício em Santarém.
No domingo, vamos (os que aparecerem!) conversar sobre as presidenciais:

sábado, 18 de dezembro de 2010

... e uma coisa chamada democracia?

Alguma perplexidade ou estranheza. Apenas alguma.
É de tristeza o sentimento; é de repúdio a reacção; é irritado o pensamento; será sempre de luta a acção! E enquanto...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Inexplicável!

Ao tomar conhecimento, aqui, da ausência do Presidente da Câmara na reunião do executivo em que se aprova o orçamento municipal pareceu-me, bem mais que estranha, inexplicável.
Ou melhor, apenas seria explicável por motivos de doença (e desejar-se-ia, com toda a sinceridade, rápido restabelecimento) ou de serviço (e teria de ser algo de muito importante para ser mais importante que a discusão e aprovação, em sede de executivo, do documento fundamental da gestão)... agora por motivo "de férias" é inexplicável!
Pelo menos, por enquanto.