segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A vigília de 6ª feira - pelo Serviço Nacional de Saúde!
Recebi um e-mail com um comunicado da Comissão Concelhia de Ourém do PCP, que reproduzo (com dificuldades técnicas - e pessoais - maiores que asdo costume):
A MORTE LENTA DAS
EXTENSÕES E CENTROS DE SAÚDE
Já decidiram fechar todos osserviços que tenham menosde 1500 utentes e muitos outros não fecharam porque as populações não deixaram, como em Espite e Matas. Os outros serviços vão fechando lentamente, seja pela falta de médicos, pela não substituição dos que se reformam, seja pela falta de enfermeiros e demais pessoal indispensável ao seu funcionamento. A diminuição dos horários de funcionamento como é o caso do Centro de Saúde de Ourém e os encerramentos de Extensões de Saúde, vãoabrindo caminho para que as unidades de saúde cada vez estejam mais longe dos que delas precisam.
QUEREM POUPAR MILHARES DE MILHÕES DE EUROS
À CUSTA DA SAÚDE DOS PORTUGUESES
E ACABAR COM O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE.
É UMA VERGONHA!
NÃO O PODEMOS PERMITIR!
A Comissão Concelhia de Ourém e o seu colectivo, estando onde sempre esteve, na defesa do Serviço Nacional de Saúde - público, gratuito e de qualidade, vem manifestar a sua solidariedade com a população de Ourém e seus representantes na luta em defesa dos cuidados de saúde primários e de proximidade. A Comissão Concelhia de Ourém apela ainda a todos os oureenses para que participem na vigília que se realiza na próxima 6ªfeira, 14 de Outubro, junto ao Centro de Saúde de Ourém a partir das 20h00.
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Pela saúde como um direito para todos!
Não ao negócio da doença, e a caridade para os que não possam pagar... desde que o comprovem e o consigam fazer ainda em vida.
Não poderei estar na vígilia. Mas estarei nela com toda a minha solidariedade.
Talvez até acenda uma vela...
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O reordenamento administrativo do território
Na verdadeira histeria reformadora em que este governo se compraz, a toque de caixa do FMI & Cia., fez-se tábua raza de uma Constituição que nunca foi respeitada mas que constrangia, e o reordenamento do território aparece como insólita prioridade, só explicável pela fobia ao Poder Local. Em vez da procura de criar um patamar intermédio que, desde o final dos anos 60, se revela indispensável - numa "filosofia" de descentralização e democratização -, e a Constituição de 1976 consagra, substituiram-se os governadores civis por coisa nenhuma e aparece este "livro verde" num golpe de mágica. É, não a criação do patamar que faltava, mas o destruir dos degraus de uma escada indispensável para que o Poder Central seja efectivamente democrático na estrutura do Estado.
Em relação a Ourém - não sei se ainda se justifica falar em concelho ou em município, o que não é o mesmo, mas, para o caso, parece igual -, o "serviço público" a que, por vezes, Sérgio Faria se dedica traz informações de grande oportunidade e pertinência. Ver aqui e também aqui.
domingo, 25 de setembro de 2011
Com tristeza e sem afecto
Neste domingo, em conversa com amigos no Vale da Perra, foi falado do que está a acontecer ao antigo edifício da Escola que ali houve até recentemente. Do seu aproveitamento para actividades interessantes, sobre que vale a pena conversar. E estimular. E divulgar.
Ao fundo, a moldura, belíssima, dos Castelos a encimarem as Silveiras. Quase um encantamento.
De repente, uma grande tristeza tudo enevoou.
Porque me lembrei do meu pai. Que me levava a conhecer as duas pequenas propriedades que tinhamos nas Silveiras, uma sendo vinha, que atravessava todas as manhã para ir à escola dos Castelos, nos primeiros anos do século vinte, e contava, como quem ensina, como foi bom ter passado a poder ir às escolas que abriram no Vale da Perra e na Atouguia, mostrando também a sua alegria e orgulho por ter contribuído para a Escola Primária (primeiro só posto escolar) no Zambujal.
Escola do Zambujal em 2004
(estão menos de 19?, feche-se!)
Um tristeza. Funda, impotente. Não por me lembrar do meu pai, tantas vezes lembrança que me alegra, mas por ver destruirem-se sinais de progresso, de valorização do chamado "interior", a destruição de um futuro humanizado em nome de um progresso que é estatistificação de tudo, no fundo a redução de tudo a cálculo monetário e negócio.
Como o ilustra essa notícia absurda de que o serviço público dos correios deixou de se prestar num edifício público na sede da freguesia ("os correios agora são na loja da Paula"!!!), parendo-me ter recuado décadas!
sábado, 17 de setembro de 2011
Para isto (entre outras coisas) se elegem deputados,
representantes, no parlamento, de quem vota (e se abstém ou não idade para votar)!
Ex.ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República
O concelho de Ourém confronta-se com graves problemas de acesso a cuidados de saúde, que foram recentemente expostos ao Ministro da Saúde por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal.
Trata-se do segundo maior concelho do distrito de Santarém, que não dispõe de qualquer unidade hospitalar e que é visitado anualmente por cinco milhões de pessoas que acorrem ao Santuário de Fátima.
Para colmatar a falta de médicos de família, que afectava cerca de 14.000 utentes, o Ministério da Saúde recorreu à contratação de empresas privadas, garantindo a prestação 476 horas semanais de cuidados de saúde diversos, incluindo médicos de clínica geral, consultas de especialidade, higiene oral, enfermagem, psicologia, assistência técnica e serviço social.
Porém, o Governo decidiu eliminar 60 % dessas contratações no último trimestre de 2011 e anunciou que o corte seria de 100 % no início de 2012.
A concretização destas perspectivas teria efeitos dramáticos para a população e para os visitantes do concelho de Ourém, que não só não dispõe de hospital, como não possúi viaturas equipadas para a prestação de cuidados de saúde de há muito reivindicadas pela Câmara Municipal.
Nestes termos, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, pergunto ao Ministério da Saúde que resposta vai ser dada à exposição enviada pelo Presidente da Câmara Municipal de Ourém ao Ministro da Saúde e que soluções vão ser adoptadas para garantir aos cidadãos e aos visitantes do concelho de Ourém a prestação dos cuidados de saúde a que têm direito.
Palácio de São Bento, sexta-feira, 16 de Setembro de 2011
Deputado(a)s
ANTÓNIO FILIPE(PCP)
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Nos termos do Despacho nº 2/XII, de 1 de Julho de 2011, da Presidente da Assembleia da República, publicado no DAR, II S-E, nº 2, de 6 de Julho de 2011, a competência para dar seguimento aos requerimentos e perguntas dos Deputados, ao abrigo do artigo 4.º do RAR, está delegada nos Vice-Presidentes da Assembleia da República.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Há coisas que não entendo, corrijo-me: não aceito!
(Saiu, por engano, no anónimo séc.xxi)
Serei antiquado, obsoleto... o que quiserem, mas gosto das festas das nossas aldeias, apesar de alguma descaracterização que nada tem a ver com actualização e modernidad.
Para mim, 14 e 15 de Agosto são os dias da festa do Zambujal. Há décadas (porque já foram o fim de Setembro, ou até dentro de Outubro... por causa da água-pé) que assim é. Sem esquecer, antes valorixando, as de outras terras cá da terra, como na Gondemaria ou na freguesia da Piedade.
Este ano também foram, e são, os dias da festa do Zambujal!
Mas, para surpresa (oh! ingenuidade), fui vendo cartazes e enorme publicidade a uma iniciativa municipal-privada, com a vinda a Ourém do Tony Carreira, e outras "vedetas". Ao Parque Linear, em promoção de uma grande superfície em concorrência com outras.
A da Piedade nem houve, como festa na cidade de Ourém, a do Zambujal sei que houve (estive - e estou - lá), aguentou-se - teve até o momento da Filarmónica Oureense, que aplaudo e faço todos os votos, e contribuirei como puder para que não deixe de haver - mas com essa fortíssima competição.
Acho mal, acho muito mal.
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